Após assembleia, funcionários do Serviço Funerário decidem manter greve

Sindicato diz que prefeitura tem dado aumento de 0,01% nos últimos anos. Atualmente, salário da categoria está em torno de R$ 440

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Funcionários do Serviço Funerário de São Paulo decidiram manter a paralisação, com reivindicação de aumento salarial de 39%, plano de carreira e melhores condições de trabalho. Os trabalhadores estão em estado de greve desde o dia 7. Em assembleia realizada nesta terça-feira, os funcionários recusaram propostas do governo e decidiram seguir com a greve.

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Servidores realizam passeata rumo à Prefeitura após assembleia

Segundo a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), a primeira assembleia foi realizada, entre 10h e 13h, na quadra do sindicato dos bancários, na Rua Tabatinguera, região central de São Paulo, para definir os rumos da paralisação.

De acordo com o diretor do sindicato, João Batista, como não houve acordo, a categoria irá se reunir novamente amanhã para outra assembleia. A presidente do órgão, Irene Batista de Paula, afirma que a prefeitura tem dado aumento de 0,01% nos últimos anos. Hoje, o salário inicial dos servidores está em torno de R$ 440.

Atrasos em sepultamentos

O Serviço Funerário Municipal zela pela administração dos 22 cemitérios da cidade e faz o transporte dos corpos de hospitais e Institutos Médicos Legais para as funerárias. Com a ausência de funcionários nos cemitérios da cidade, segundo o sindicato, o governo optou pela contratação de funcionários terceirizados de uma empresa de limpeza.

Porém, mesmo com a contratação de terceiros, há atrasos nos trabalhos diários de sepultamentos. Estima-se que devem ser afetados pelo menos 150 sepultamentos diários realizados nos cemitérios municipais, além de cremações, exumações e traslados. Como a Prefeitura administra o setor, até funerais particulares podem ser prejudicados.

*com AE

Futura Press
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