Após assembleia, estudantes ocupam reitoria da USP

Grupo discordou de resultado de votação que determinou o fim da ocupação de prédio da FFLCH

iG São Paulo |

AE
Estudantes penduram faixa em prédio da reitoria da USP, ocupado durante a madrugada
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) invadiram na madrugada desta quarta-feira e ocupam há cerca de 15 horas a reitoria da instituição na Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital paulista. O prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) também continua ocupado .

Do lado de fora dos prédios, estudantes encapuzados reafirmaram suas reivindicações, mas alegaram que devem desocupar a universidade ainda nesta quarta-feira. Eles armaram uma barreira em frente ao prédio e não permitem a entrada de pessoas que não sejam manifestantes. A segurança da USP monitora a ação dos estudantes. A Polícia Militar também patrulha o local.

Os alunos da USP querem a desocupação da Polícia Militar do campus da Universidade de São Paulo e a revogação de quaisquer processos administrativos contra professores e funcionários.

A decisão de invadir o prédio da reitoria foi tomada após uma assembleia de estudantes na FFLCH, que depois de cinco horas decidiu, por 559 votos contra 458, pelo fim da ocupação do edifício da diretoria da faculdade, iniciada na madrugada da última quinta-feira (27). “A assembleia geral dos estudantes da USP deliberou por ampla maioria ocupar o prédio da reitoria da universidade”, informaram os manifestantes, em nota sobre a ação. “Esta ocupação é uma continuidade da ocupação da administração da FFLCH”, esclareceram.

Durante a madrugada cerca de 100 integrantes da ala radical que discordaram do resultado da assembleia invadiram o prédio da reitoria da USP. Com os rostos cobertos com camisas, eles quebraram um portão localizado na parte de trás do edifício da administração central. Não havia guardas universitários ou policiais por perto. A reitoria ainda não se manifestou sobre a ocupação.

Os alunos ocuparam o edifício da FFLCH em protesto contra a prisão de três estudantes que fumavam maconha e para pedir o fim do convênio que reforça a presença da Polícia Militar no campus . A ação gerou um quebra-quebra e confronto entre cerca de 300 universitários e PMs.

Com AE e Agência Brasil

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