Apagão que afetou 700 mil em São Paulo segue sem explicação

Concessionária afirma que defeito no sistema não foi causado por raio nem vento e pediu mais três dias para esclarecer falha

AE |

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Gilberto Topczewski
Rua da Vila Madalena ficou às escuras nesta quinta-feira (28)
Concessionária privada de transmissão de energia elétrica responsável pelo apagão que afetou 700 mil pessoas anteontem em São Paulo, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) não consegue explicar a causa da interrupção no fornecimento de luz. A empresa pediu pelo menos três dias para justificá-la à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo o diretor de Operações da CTEEP, Celso Cerchiari, o defeito no sistema de proteção da Subestação Milton Fornasaro, no Jaguaré, zona oeste, não ocorreu por causa de fenômenos naturais, como vento, chuva ou raio. Ao constatar a falha, o fornecimento de energia foi automaticamente interrompido. O blecaute ocorreu no início da noite de anteontem nas zonas sul e oeste.

 "Não houve curto-circuito, descarga atmosférica, tampouco dano de equipamento. Daí nos leva a um problema intrínseco no sistema de proteção. Estamos checando cada via de comando, e são dezenas, para que a gente possa identificar o ponto que acionou essa proteção", diz o diretor da CTEEP, sem dar um prazo para a identificação da causa do apagão. "Para não interromper a transmissão, só trabalhamos de madrugada, sem desligar a subestação. Pretendemos concluir o trabalho no início da próxima semana."

A sucessão de apagões em São Paulo gerou duras críticas do governo paulista. "Não é possível São Paulo, a quarta maior metrópole do mundo, ficar horas sem energia elétrica", afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que semanas atrás anunciou multa à Eletropaulo em razão do apagão de junho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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