Ambulâncias do Samu estão paradas no interior de São Paulo

Veículos foram entregues, mas as prefeituras não tinham preparado a estrutura para operar o Samu

AE |

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Por falta de sintonia entre prefeituras e governo federal, dezenas de ambulâncias zero quilômetro do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) estão paradas há quase um ano em cidades do interior de São Paulo.

Os veículos, equipados e avaliados em mais de R$ 120 mil cada, foram entregues entre setembro e outubro do ano passado pelo Ministério da Saúde, mas as prefeituras não tinham preparado a estrutura para operar o Samu. 

Em Itapeva, a 286 quilômetros de São Paulo, as sete ambulâncias estão guardadas no pátio da prefeitura. Como o prédio do Samu ainda está em reformas, os veículos só devem atender a população a partir de janeiro de 2012.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marco André de Oliveira, houve a necessidade de fazer licitação para a obra e o processo atrasou. Na região de Sorocaba, as 13 ambulâncias destinadas a 11 municípios também ainda não rodaram. 

Sem recursos para contratar médicos, paramédicos e motoristas, as prefeituras discutem a formação de um serviço regional, com o rateio das despesas. O secretário de Saúde de Sorocaba, Márcio Watanabe, disse que a entrega das ambulâncias é apenas a primeira etapa da instalação do serviço. "As cidades precisam de tempo para contratar funcionários e organizar o serviço."

O Ministério da Saúde informou que, nas pequenas cidades, são repassados R$ 12,5 mil por mês para a manutenção das ambulâncias, mas a verba só é enviada se o Samu estiver operando.

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