Aluno denuncia fraude de empresa de formatura em São Paulo

Conhecida na cidade como uma das mais tradicionais organizadoras de eventos de Taubaté, empresa não realizou festa de formandos

AE |

selo

Depois que 55 alunos dos cursos de Odontologia e Enfermagem, da Universidade de Taubaté (Unitau), em São Paulo, tiveram frustrado o sonho de um baile de gala, comemorando suas formaturas, uma série de boletins de ocorrência estão sendo registrados na Policial Civil local, contra a empresa Dacon Formaturas. 

Além de vítimas de um golpe, eles ainda não foram avisados e quando chegaram à Associação Desportiva da Polícia Militar (ADPM), local da festa acompanhados de parentes, tiveram a decepção. A empresa não havia acertado as contas com os fornecedores do buffet, que se recusaram a trabalhar.

Conhecida na cidade como uma das mais tradicionais organizadoras de eventos, principalmente formaturas e bailes, a empresa é acusada de dar golpe nos alunos, que podem somar 400, se forem confirmadas as quebras de contrato de outras oito turmas que teriam o baile realizado nos próximos dias. Cada aluno pagou em média R$ 2 mil a R$ 3 mil pelos serviços, podendo somar mais de R$ 1 milhão de prejuízo.

Além disso, alunos de outras faculdades, localizadas em outras cidades, também teriam sido enganados pelos donos da Dacon, que se encontram foragidos. "Eles não aparentavam estar com problemas", afirmou uma aluna, membro da comissão de formatura. Estudantes de seis cursos das Faculdades Tereza D'Avila (Fatea), de Lorena, também registraram um boletim de ocorrência de estelionato em Taubaté. No total são 80 alunos que pagaram R$ 115 mil e temem não ter uma festa de formatura que está marcada para o próximo sábado. 

A estudante de Fisioterapia da Unitau, Sabrina Carvalho Santos, contou que foi à polícia no último domingo, mas a empresa já havia conseguido receber R$ 87 mil relativos ao pagamento do baile, marcado para 18 de fevereiro. "É frustrante você pagar para ter um baile, com o qual a gente sonha o curso inteiro e na última hora acontecer isso", afirmou. 

O pró-reitor de Extensão e Relações Comunitárias da Universidade, José Felício Goussain Murad, disse que a instituição é solidária com os alunos, mas não tem nenhuma responsabilidade sobre a realização dos bailes. "Garantiremos a colação de grau, que é um ato oficial, mas não temos nenhum entendimento com a empresa", disse.

    Leia tudo sobre: formaturadenúnciataubaté

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG