Aluno da FGV baleado está consciente, diz boletim médico

Christopher Akiocha Tominaga foi baleado em um bar no centro de São Paulo

iG São Paulo |

nullChristopher Akiocha Tominaga, de 23 anos, baleado em um bar no centro de São Paulo na noite de quarta-feira (23), respira sem ajuda de aparelhos, segundo boletim médico do Hospital das Clínicas divulgado na manhã desta sexta (25). O estudante de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Central do HC em acompanhamento cirúrgico. Ele está consciente, mas seu estado de saúde ainda é grave.

O corpo do estudante Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, foi cremado na manhã desta sexta no crematório da Vila Alpina, na zona leste de São Paulo. Bakri e Tominaga estavam com mais três amigos no bar quando o crime aconteceu. Imagens da câmera de segurança de um prédio vizinho ao bar onde dois estudantes foram alvejados mostram dois suspeitos chegando ao local do crime. Os homens aparecem à direita do vídeo, usando capacetes. Em segundos, entram no bar, efetuam pelo menos 15 disparos e deixam o local. Na fuga, um dos suspeitos (de camiseta branca) chega a cair duas vezes e corre mancando.

Investigação

Investigadores do 4º Distrito Policial, na Consolação, ouviram sete testemunhas nesta quinta-feira, entre elas os donos do bar; o irmão de Christopher, Jonatan Tominaga; e os amigos Danilo Yamagushi, 26, e Acássia dos Santos Cruz Mateus, 23, que presenciaram o crime. Segundo o Boletim de Ocorrência, cinco pessoas estavam na mesa bebendo cerveja e jogando baralho (Júlio, Christopher, Danilo, Acássia e Reinaldo Kenji Kaji, economista de 32 anos), quando dois homens com capacetes chegaram ao local e efetuaram disparos direcionados aos dois estudantes de administração.

A Polícia não chegou à motivação do crime. "Não chegamos a uma motivação. Qualquer hipótese seria exercício de adivinhação. As testemunhas ouvidas hoje pouco puderam ajudar a esclarecer o crime, mas daqui a um ou dois dias vamos chegar à motivação. Temos de ouvir ainda outras pessoas", afirma Paulo Afonso Tucci, delegado responsável pela investigação do crime.

null De acordo com o delegado, imagens de outros sistemas de segurança e da CET serão usadas na investigação. Como o crime tem características de uma execução, a Polícia investiga possíveis dívidas, envolvimento com drogas ou crime passional. No entanto, as vítimas tinham um "cotidiano normal", segundo o delegado e não há no momento nenhuma pista concreta que indique o motivo do assassinato.

Relato de testemunhas

Segundo testemunhas, os criminosos chegaram em uma moto preta, desceram sem tirar o capacete e entraram no bar, na Avenida Nove de Julho. Instantes depois, saíram com as armas em punho e abriram fogo contra as vítimas - uma das armas era uma pistola ponto 45, de uso exclusivo do Exército. Três estudantes que também estavam na mesa se refugiaram no bar.

O delegado Ricardo Prezia, do 4º Distrito Policial, na Consolação, conversou com amigos das vítimas e o dono do estabelecimento - todos disseram que os estudantes não aparentavam ter inimigos. Na delegacia, o irmão de Tominaga contou que o rapaz se envolveu há cerca de um mês numa briga em um bar no Bexiga, também na região central, após desconhecidos provocarem sua namorada.

    Leia tudo sobre: FGVassassinatoestudante

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG