Alckmin reafirma que recorrerá de decisão sobre Linha 5

Decisão judicial suspendeu obras do Metrô e afastou presidente da companhia

AE |

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a afirmar nesta segunda-feira que a administração estadual vai recorrer da decisão judicial que suspendeu os contratos das obras de extensão da Linha 5-Lilás do Metrô e que determinou o afastamento do presidente da companhia , Sérgio Avelleda, por suspeita de fraude na licitação. Para Alckmin, não há provas de que houve conluio entre os consórcios na fase de licitação da Linha 5.

"Isso não se comprovou, mas nada impede que a investigação continue", afirmou, ao participar da inauguração pelo Grupo Pão de Açúcar do Núcleo de Alto Rendimento (NAR) na capital paulista. "Agora, não se pode parar uma obra tão importante como é a Linha 5, com financiamento do Banco Mundial e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O governo não pode romper contratos sem um fato concreto sob pena de pagar indenizações pesadíssimas na Justiça para os consórcios que venceram a licitação e assinaram contrato."

Alckmin disse não ter certeza se o Metrô já foi notificado da decisão da juíza da 9.ª Vara da Fazenda Pública, Simone Gomes Rodrigues Cassoretti, divulgada na sexta-feira. A ação foi impetrada pelo Ministério Público após o jornal Folha de S.Paulo revelar, em outubro, que os vencedores da licitação estavam definidos seis meses antes. "Vamos entrar com medida judicial no Tribunal pedindo uma liminar porque entendemos que é pela Justiça e pelo interesse público", afirmou o governador. "E temos muita confiança nesse trabalho."

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