Alckmin nega crise e elogia secretário que afastou delegado

Delegado estaria conduzindo uma investigação paralela sobre o roubo da agência do banco Itaú na Avenida Paulista

AE |

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou a existência de uma crise na Polícia Civil causada pelo afastamento do delegado Ruy Ferraz Fontes do comando do 69.º Distrito Policial. O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e o delegado-geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima, decidiram afastá-lo depois de suspeitas de que Fontes estaria conduzindo uma investigação paralela sobre o roubo da agência do banco Itaú na Avenida Paulista.

"O secretário de Segurança Pública foi corretíssimo", disse Alckmin, em defesa de Ferreira Pinto. "Não pode cada delegacia fazer a investigação que quer. As investigações são feitas pelos departamentos competentes e o secretário reagiu de maneira rápida e firma."

A polêmica em torno do roubo surgiu já com o inquérito policial, que demorou nove dias para ser aberto. Os bandidos entraram no banco no dia 27 de agosto e roubaram 138 cofres particulares. Somente no dia 5 de setembro o Departamento de Investigação do Crime Organizado (Deic) abriu inquérito para investigar o caso.

Durante cerimônia do início da contagem regressiva de mil dias para a Copa do Mundo, no canteiro de obras do futuro estádio do Corinthians, o Itaquerão, Alckmin recebeu uma ligação de Ferreira Pinto, mas não quis comentar o conteúdo. "As informações e o mérito são do Deic", disse, sugerindo que a polícia havia prendido suspeitos de envolvimento no crime.

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