Alckmin mostra disposição em manter a PM na USP

Governador de São Paulo diz que medida implica em dar segurança às pessoas que frequentam a universidade

iG São Paulo |

AE
Prédio ocupado por manifestantes na USP (28/10)
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, demonstrou que não está disposto a atender às reivindicações dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP), que ocuparam o prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), após um confronto com a Polícia Militar , que faz a guarda do campus. "A posição do governo é atender à USP", disse o governador. Ele acrescentou que isso implica em dar segurança às pessoas que frequentam o local.

Um grupo de estudantes da USP pede o fim do convênio entre a instituição e a PM para atuação dentro do campus Butantã, na capital. Na noite de quinta-feira, centenas de alunos entraram em violento confronto com a polícia em protesto pela detenção de três estudantes que teriam sido flagrados fumando maconha no estacionamento.

N sexta, um grupo ocupava um prédio administrativo da Faculdade de Filosofia com cartazes contra a presença do polícia. O movimento também se voltou contra o reitor da instituição, João Grandino Rodas, acusado de tomar decisões sem consultar os estudantes.

O policiamento ostensivo na USP começou em setembro, após um convênio assinado pela reitoria com a PM em resposta a reclamações de falta de segurança. Em maio, um estudante de 24 anos foi morto com um tiro na cabeça após uma tentativa de assalto e manifestações pediam policiamento.

No grupo de estudantes que mantinham a ocupação, havia jovens com vergões nas costas que garantiam ter apanhado dos policiais. Fotógrafos também registraram cenas de violência dos dois lados.

A reitoria disse na sexta-feira que não há previsão de reunião do Conselho Gestor sobre o assunto e que o reitor, João Grandino Rodas, não vai se pronunciar. As ações previstas no convênio com a PM, como a instalação de bases comunitárias e o efetivo de policiais no campus, ainda estão em fase de implementação. A promessa era de que fossem escolhidos policiais estudantes. Entretanto, a polícia começou a atuar em caráter emergencial.

Em nota, os responsáveis pela ocupação afirmaram que o protestos seguirá “até que o convênio (USP- PM) seja revogado pela reitoria, proibindo a entrada da polícia militar no campus em qualquer circunstancia e a garantia de autonomia nos espaços estudantis.”

Com Agência Estado

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