Alckmin diz que Cracolândia precisa "da ajuda de todos"

Governador de São Paulo diz que a região, que chama de "ex-Cracolândia", precisa da ajuda da União, das Igrejas e do Ministério Público

iG São Paulo | 16/01/2012 17:06 - Atualizada às 19:59

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O governador de São Paulo Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira que várias reuniões foram realizadas com a prefeitura de para decidir a ação conjunta que seria adotada na ocupação da Cracolândia, no centro da capital paulista.

Confira a cobertura do iG e as últimas imagens dos usuários que vivem nas ruas da Cracolândia:

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<span>Usuários permanecem na esquina das ruas Apa e General Marcondes Salgado, conhecida por Biricolandia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>PM revista usuários de crack na Rua General Marcondes Salgado</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <strong>Publicidade</strong> <span>Usuário revira lixo na Rua Helvétia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Antigos abrigos de viciados, na Rua Helvétia, foram desocupados pela polícia </span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Uma pessoa fantasiada circula pela Rua Helvétia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Estabelecimentos na Rua Helvétia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Viciado consume crack na Rua Conselheiro Nebias</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Usuário fuma crack na Rua Helvétia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Na imagem, cachimbo usado para fumar pedras de crack</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Chuva não atrapalha e usuários se aglomeram na região das ruas Dino Bueno e Helvétia, no centro de SP</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Alguns usuários se tornam agressivos após notar a presença da imprensa. Na foto, viciado na rua General Marcondes Salgado</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Detalhe de um muro na rua Helvétia, uma das mais movimentadas na Cracolândia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Com a presença do helicóptero Águia da Polícia Militar, movimento é mais tranquilo nas ruas da Cracolândia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Abordagem da Polícia Militar em usuários de crack na rua General Marcondes Salgado</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Viciada mostra cachimbo utilizado para consumir o crack, na rua Helvétia</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Pai da Cracolândia segura panfleto com direitos civis distribuídos pela Defensoria Civil </span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong> <span>Usuários caminham na Alameda Barão de Limeira</span> - <strong>Foto: Frâncio de Holanda</strong>

Alckmin se referiu à região como "ex-Cracolândia" e comemorou "os indicadores positivos" da operação. "Aumentou muito o número de pessoas procurando abrigos sociais. Agora estamos oferecendo mais 286 vagas em abrigos. Também aumentou muito a procura por internação voluntária, nenhuma foi compulsória. Foram sete por dia", revelou. 

Dados do governo estadual contabilizam 80 internações, das 1.782 pessoas abordadas por profissionais da Saúde, apreensão de 3,275 kg de crack ou cerca de 9,8 mil pedras, 15,159 kg de cocaína e de 42,524 kg de maconha, retirada de 107,8 toneladas de lixo das ruas da Cracolândia, além da recaptura de 43 fugitivos procurados pela Justiça e prisão de 109 pela Polícia Militar desde o início da ocupação, no último dia 3 de janeiro.

Para Alckmin, a ação na Cracolândia é um trabalho social, de saúde e de segurança pública. "Nós acreditamos na recuperação das pessoas. Nós temos o dever de ajudar a população e os dependentes químicos, e de combater duramente o tráfico de drogas", justificou. 

Questionado sobre uma possível participação do governo federal na ação, Alckmin disse que a região precisa "da ajuda de todos", seja da União, das Igrejas ou do Ministério Público. "Esse é um trabalho longo, só está começando", destacou. 

Alckmin contou que já passou "uma madrugada inteirinha" andando à pé pela região, pouco antes de assumir o novo mandato como governador. Na última sexta-feira (13) passou pela "ex-Cracolândia", mas como seguiria para um evento religioso, não desceu do carro. "Tenho ido pessoalmente in loco", garantiu.

* Com informações da AE

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