Advogado de condutora discorda de indiciamento por homicídio doloso

A nutricionista Gabriella Guerrero Pereira dirigia o jipe Land Rover que atropelou Vitor Gurman no último dia 23

Fernanda Simas, iG São Paulo |

AE
Frase "Foi homicídio doloso" é pintada na rua Natingui
O advogado da nutricionista Gabriella Guerrero Pereira, José Luiz Oliveira Lima, discorda da decisão do delegado Ricardo Cestari, do 14º Distrito Policial, de indiciar a condutora do jipe Land Rover por homicídio doloso. “Não há dúvida de que ela estava dirigindo, mas jamais agiu com dolo eventual. No momento adequado, tenho certeza que a Justiça vai decidir o que é correto”, afirma Lima.

Gabriella atropelou o administrador de empresas Vitor Gurman na madrugada do último dia 23, na Rua Natingui, bairro de Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. O jovem morreu após cinco dias em coma. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a condutora estava alcoolizada no momento do acidente.

No início da tarde desta quinta-feira, o delegado Cestari disse que a nutricionista deve responder por homicídio doloso (quando há a intenção de matar), já que estava em alta velocidade, em uma via onde a máxima permitida é de 30 Km/h. Nesta manhã, o gerente e manobrista do valet do bar em que o casal estava antes do acidente, Nailson Manoel Barbosa, de 28 anos, prestou depoimento e afirmou que quem estava dirigindo o jipe Land Rover era Gabriella e não seu namorado, Roberto de Souza Lima.

O advogado da família Gurman, Alexandre Venturini, reafirma que a família quer responsabilizar apenas o responsável pelo acidente que matou Vitor. “É o que eu sempre tenho dito: tem de ser indiciado quem efetivamente estava dirigindo”. Além disso, Venturini concorda com o indiciamento por homicídio doloso. “Eu não tenho a menor dúvida que se trata de homicídio doloso.”

Novas imagens

Na manhã de quarta-feira (3), o advogado da família Gurman entregou à polícia novas imagens , do circuito interno de uma loja, que podem ajudar a identificar a velocidade do Land Rover no momento do acidente. “As imagens são mais nítidas. A olho nu não se vê quem estava ao volante, mas dá para ver a velocidade, que me pareceu superior a dos outros veículos”, informa Venturini.

* Com informações da Agência Estado

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