Advogado acusado de abusos sexuais em Bauru vai para casa

Supremo Tribunal Federal deferiu liminar que garante prisão domiciliar a Sandro Fernandes

Kelli Franco, especial para o iG em Bauru |

O advogado de Bauru Sandro Fernandes, acusado de abusos sexuais por cinco vítimas incluindo os filhos, vai cumprir a prisão preventiva em casa. O advogado dele, Hélio Marcos Pereira Júnior, já está em Tremembé e a expectativa é que Sandro seja transferido ainda na tarde desta sexta-feira.

Wilian Olivato / Futura Press
O advogado Sergio Fernandes, acusado de abuso sexual contra os filhos

O ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu o liminar que garante prisão domiciliar para o acusado. A defesa de Sandro alega que, por ele ser advogado, deveria cumprir a prisão preventiva em uma sala de Estado-Maior e, na ausência de uma sala como essa, a prisão deve ser domiciliar. O pedido havia sido feito no dia 10 de novembro e foi deferido ontem, por volta das 20h.

"O Gilmar Mendes me perguntou se tinha no Estado este tipo de dependência", conta o outro advogado de Sandro, Ricardo Ponzetto.

A esposa de Sandro, Fernanda Fernandes, acusada de coautoria nos crimes supostamente cometidos pelo marido, segue presa na cadeia de Avaí, onde permanece isolada do convívio de outras detentas. Um pedido de revogação da prisão preventiva dela foi negada, novamente, pelo juiz da 2º Vara Criminal de Bauru, Jaime Ferreira Menino. O casal nega as acusações .

Denúncias
A filha de Sandro Fernandes relatou que sofreu abusos sexuais dos 8 aos 16 anos . Atualmente, ela tem 18 anos. O mesmo aconteceu com a cunhada, que teria sofrido abusos quando tinha 10 anos. Hoje, ela também está com 18 anos. A terceira vítima, a sobrinha, teria sido abusada quando ia visitar os parentes em Bauru. A família dela mora em Curitiba e os abusos teriam acontecido quando ela tinha entre 9 e 10 anos. Atualmente, ela tem 13.

Quando Sandro viajou com a mulher em férias para a Europa, no final de agosto, a filha acabou contando para uma tia que era abusada pelo pai. Essa tia, mãe da menina de 13 anos, disse ter descoberto pouco tempo depois que a filha dela e a cunhada de Sandro também sofreram abusos. As duas meninas, já maiores de idade, decidiram, então, procurar a polícia, aproveitando a ausência do advogado.

No dia 1 de setembro foi registrado boletim de ocorrência, mas tudo foi mantido em sigilo. No último dia 26, as vítimas resolveram convocar a imprensa e dar detalhes dos fatos.

“Ele só me apalpava quando eu estava dormindo. Senão ele só se exibia”, conta a cunhada. “Eu pensava que era só comigo”, completa. Ainda segundo os relatos, em nenhum momento houve penetração com as vítimas.

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