Adolescente some em Guarulhos após suposta oferta de emprego

Bruna Tadim, de 16 anos, desapareceu há 6 dias após sair para encontrar colega. "O ano-novo não teve nada, só desespero", diz avó

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

nullHá quase uma semana, no dia 29 de dezembro, por volta das 20h, Bruna Tadim de Sousa, de 16 anos, saiu de casa, no bairro Jardim das Nações, em Guarulhos (SP), para encontrar com um ex-colega de escola que prometia-lhe um emprego de vendedora em uma loja de cosméticos da tia, no shopping. À avó, Aparecida Sueli Tadim, de 60 anos, última pessoa com quem teve contato, Bruna prometeu voltar rapidamente. Iria apenas assinar um documento. Mas, desde então, não foi mais vista.

Aparecida conta ao iG que ouviu a conversa da neta com o amigo ao celular, que pedia para encontrá-lo naquela noite. "Eu ainda falei: 'Bruna, por que não deixa para ir amanhã?' e ela perguntou para ele se podia, mas ele disse que teria que ser naquele dia, para ela assinar um documento, e poder começar a trabalhar no outro", afirma a avó.

Sem dinheiro, a garota pegou emprestado com Aparecida o valor da passagem para ir até o bairro Cecap, distante cerca de 10 minutos da casa onde mora, e onde havia combinado de encontrar com o amigo. "Só vou lá, assino o papel e venho embora", teria dito ela à avó, empolgada com a suposta vaga.

Bruna passou o Natal com a família. Já o ano-novo dos Tadim foi de busca por ela. "O ano-novo não teve nada, só desespero, só choro", afirma Aparecida. Além dos cartazes com foto e informações de Bruna, a família afirma ter realizado buscas por conta própria, mas, até o momento, em vão. "Domingo à noite saíram uns 10 carros daqui procurando por ela, no Cecap, nos matagais...Pessoas que a gente nem conhece direito se propuseram a ajudar", conta. 

A esperança de Aparecida é instável e oscila diante das notícias e ligações recebidas. "A gente estava na delegacia quando recebeu ligação de que tinham encontrado um corpo no rio. Minha filha nem parava em pé, mas, quando foram ver, era de homem”, diz a avó. "É a incerteza, angústia, não sabemos se está viva ou morta".

Os familiares suspeitam que o ex-colega de sala, com quem Bruna estudou há dois anos, mas que ainda mantinha contato, esteja envolvido no desaparecimento dela. Dele afirmam ter descoberto passagens pela polícia, incluindo uma por estupro. "Minha neta não é a primeira", acredita Aparecida, que considera que o jovem não teria ficado preso por ter 17 anos. Já a polícia não confirma a informação e informa apenas não ter novidade sobre as buscas.

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