Acusados de agredir jovens em São Paulo são transferidos

Quatro menores foram encaminhados para a Fundação Casa no Brás. O maior de idade foi levado para o Centro de Detenção Provisória

iG São Paulo |

Os cinco jovens acusados de agredir quatro pessoas na manhã de domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, deixaram a 5ª Delegacia Policial da Aclimação na madrugada desta segunda-feira. Os quatro adolescentes, todos de 16 anos, foram encaminhados para a Fundação Casa no Brás, região central. O único maior de idade, Jonathan Lauton, de 19 anos, foi levado para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

Segundo o delegado responsável, Alfredo Jang, eles vão responder por agressão, formação de quadrilha e roubo. Para ele, foi um "crime continuado". "Agrediram uma vítima e, logo na sequência, agrediram outra com o mesmo modus operandi, sem possibilidade de defesa da vítima", afirmou. Jang classificou as agressões de "covardes" e "gratuitas".

nullSegundo a 5ª DP, o grupo realizou o primeiro ataque contra dois rapazes, por volta das 6h30. Um deles ficou com vários ferimentos no rosto depois de ser agredido com duas lâmpadas fluorescentes usadas como arma. Ele foi levado para o Hospital Oswaldo Cruz e foi liberado. O outro ferido foi encaminhado para o Hospital Vergueiro, de acordo com a Polícia Militar.

O segundo ataque foi pouco depois, contra outro rapaz, que não sofreu ferimentos e não precisou de atendimento médico. As pessoas agredidas têm entre 20 e 23 anos, segundo a polícia. Segundo o boletim, a quarta vítima ouviu gritos de um indivíduo na Avenida Paulista vindo em sua direção. Esse indivíduo, de acordo com o relato, começou a dar socos e chutes na vítima sem falar nada. Durante a agressão, celular e carteira da vítima caíram no chão e foram roubados.

Agressores alegam provocação

nullOs cinco jovens agressores alegaram provocação para os ataques. Segundo a polícia, eles afirmaram terem reagido a provocações. A polícia informou, no entanto, que essa justificativa contraria a versão das vítimas e das testemunhas que presenciaram as cenas.

Ao contrário do que chegou a ser informado pela Polícia Militar, os rapazes detidos não seriam ligados a nenhum grupo de skinheads ou qualquer outro movimento. A delegacia informou que os cinco rapazes detidos formam um grupo de amigos de classe média. A polícia investiga se as agressões foram provocadas por homofobia.

O pai de um dos acusados, o ator e produtor de teatro Marcelo Miguel Costa, afirmou que seu filho convive diariamente com homossexuais, em decorrência de sua profissão. "Eu trabalho no meio artístico, e meu filho convive sempre com gays. Ele não tem nenhum tipo de preconceito com pessoas dessa opção sexual. Ele não é homofóbico", afirmou. "Eu sempre preguei a paz para ele. Meu filho é uma tranquila, nunca se meteu em confusão. Essa foi a primeira. Acho que esse fato foi uma lição para ele."

O advogado de um dos agressores, Orlando Machado, afirmou que os jovens não são skinheads e que a agressão teria sido motivada.

AE
Jovem L.A, 23 anos, foi agredido por cinco jovens, na manhã de domingo, na altura do número 500 da Avenida Paulista, região dos Jardins em São Paulo

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