Acusado de obrigar jovens a pular de trem é condenado a 31 anos de prisão

Beneficiado por habeas corpus, Vinícius Parizatto responde processo em liberdade. Crime ocorreu em 2003 na Estação Brás Cubas da CPTM

iG São Paulo |

O jovem Vinícius Parizatto foi condenado na madrugada desta quinta-feira a 31 anos, nove meses e três dias de reclusão por obrigar dois rapazes a pular de um trem em movimento, em 2003, em Mogi das Cruzes, na Grande SP. Como foi beneficiado por um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), ele poderá recorrer à decisão em liberdade.

No julgamento, que durou quase 13 horas , foram ouvidas cinco testemunhas e o interrogatório do réu. A audiência foi realizada na sala do júri do Fórum de Mogi das Cruzes e foi presidida pela juíza Renata Vergara Emmerich de Souza. Após os debates, os jurados se reuniram na sala secreta e reconheceram ter o réu praticado o crime de homicídio. Já era 1h45 quando a juíza terminou de ler a sentença de Parizatto.

O crime aconteceu em dezembro de 2003, numa composição da linha E da CPTM, próximo à Estação Brás Cubas. Na ocasião, segundo testemunhas, os três acusados - considerados skinheads - obrigaram dois jovens a saltar com o trem em movimento. A polícia acredita que eles teriam implicado com as vítimas porque elas vestiam blusas de bandas de punk. Após a queda, Cleiton da Silva Leite morreu e Flávio Cordeiro perdeu um braço.

Além de Parizatto, o segundo acusado, Juliano Aparecido de Freitas foi julgado e condenado a 24 anos e seis meses de prisão, em maio deste ano, mas também recorre em liberdade. O terceiro, Danilo Gimenez Ramos, aguarda julgamento de recurso e não tem data prevista para enfrentar julgamento. O processo contra os três réus foi desmembrado e cada um responde aos crimes em separado.

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