Acusado de matar Eloá é ouvido nesta sexta em Tremembé

Justiça determinou que Lindemberg seja ouvido no interior de SP pela locomoção do réu. Juiz decidirá se caso vai para júri popular

iG São Paulo |

AE
Eloá Pimentel durante o sequestro em 2008
Lindemberg Alves, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel, é ouvido pela Justiça na tarde desta sexta-feira. A audiência começou às 14h10 no Fórum Criminal de Tremembé, interior do Estado. O crime ocorreu em 2008 na cidade de Santo André, no ABC Paulista. Na ocasião, o jovem manteve a ex, e os amigos dela Iago Oliveira, Victor de Campo e Nayara Rodrigues reféns.

Devido à facilidade de locomoção do réu, a Justiça de Santo André determinou que o acusado seja ouvido em Tremembé, onde segue preso há 2 anos na penitenciária da cidade. A imprensa não poderá acompanhar o interrogatório.

Em abril deste ano, os advogados de defesa entraram com um recurso para que Lindemberg pudesse ser mantido em liberdade até o fim do julgamento do caso, mas o Tribunal de Justiça negou o pedido. Segundo a assessoria de imprensa do TJ, a votação foi unânime.

Após interrogatório do acusado nesta tarde, o juiz Rodrigo Valério Sbruzzi irá enviar o conteúdo da audiência para o Fórum de Santo André. Após parecer, o juiz do ABC irá decidir se Lindemberg vai ou não para júri popular.

O caso

O sequestro começou em uma segunda-feira, dia 13 de outubro de 2008, quando Lindemberg invandiu o apartamento de Eloá Pimentel, de 15 anos, em um conjunto habitacional de Santo André. Inconformado com o fim do relacionamento, o jovem manteve a ex e os amigos dela reféns.

Os meninos foram soltos no mesmo dia e Nayara no dia seguinte. Contudo, pouco mais de 24h depois, Lindemberg exigiu a presença de Nayara para liberar Eloá, mas quando ela se aproximou do apartamento foi novamente rendida e feita refém.

A atuação da polícia no caso foi bastante criticada. Primeiramente, pela volta de Nayara ao cativeiro e, depois, por ter invadido o apartamento. Eles afirmaram que só entraram no local após ouvirem um disparo. Porém, Nayara afirma que Lindemberg só atirou após os policiais arrombarem a porta.

O caso foi transmitido em tempo real por emissoras de TV e Lindermberg chegou a dar entrevistas pelo celular que mantinha. O sequestro acabou com Eloá morta, após ser baleada na cabeça, e Nayara ferida no rosto.

*com AE

    Leia tudo sobre: lindemberg alveseloá pimentelsequestrosanto andré

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG