30% dos relógios de São Paulo continuam desligados

Dos 302 equipamentos espalhados pela cidade, apenas 214 estão funcionando corretamente

Márcio Apolinário, especial para o iG |

Os motoristas que trafegam por São Paulo continuam sem saber a hora certa e a temperatura em determinados pontos da capital. Os relógios de rua ainda não estão funcionando em sua totalidade, conforme prometido, há 45 dias, pela empresa responsável pela manutenção dos equipamentos.

Futurapress
Relógio na avenida Paulista continua quebrado
De acordo com o diretor de marketing da Bulldogue Mídia Exterior, Fabrício Guimarães, dos 302 relógios espalhados pela cidade, apenas 214 operam corretamente, e outros 88 estão desligados (30% do total).

O executivo afirma que, até o final de outubro, outros 10 relógios, que precisam apenas de troca de peças e pequenas manutenções, serão postos em funcionamento. "Estamos fazendo o possível para cumprir os prazos, mas no meio do caminho encontramos muitos problemas. Em alguns casos, há fiação rompida devido a acidentes. Em outros foi puro vandalismo”, explica o executivo.
Guimarães afirma que não depende só da companhia para religar os 78 relógios faltantes. “Esses equipamentos apresentam problemas que fogem da nossa responsabilidade. São relógios que estão com problema na infraestrutura na via, onde não podemos mexer. Muitos deles estão com a fiação rompida na base, que fica embaixo do nível da rua, e, para fazer a manutenção, precisamos do auxílio da Prefeitura.”

O diretor explica que no momento existem três equipes trabalhando para a manutenção dos relógios. Seis homens realizam o conserto dos equipamentos, dois fazem rondas de motocicletas para identificar relógios com problemas e outros três ficam no laboratório para desenvolver novas tecnologias.

Cronologia

Há quase oito meses, quando expirou o contrato com a empresa que fazia a manutenção, os relógios não funcionam. No início de fevereiro, a Prefeitura afirmou que assumiria o conserto. Ao perceber que não seria viável, realizou uma licitação emergencial para colocar em funcionamento 140 dos 302 relógios. Mais da metade ainda permaneceria sem funcionar. Uma nova licitação foi feita e, em agosto, a Bulldogue assumiu a responsabilidade dos equipamentos.

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