Casos de dengue caem em São Paulo, mas situação segue epidêmica na cidade

Por Agência Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Capital paulista tem 485,8 para cada 100 mil habitantes, índice que a Organização Mundial da Saúde vê como acima do ideal

Agência Brasil

O pior do surto da dengue na capital paulista em 2015 parece ter passado. No entanto, a situação no município segue grave, classificada como epidêmica pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados foram divulgados pela Prefeitura de São Paulo, nesta quinta-feira (21).

Mosquito da dengue é observado nas ruas do Pará, Estado que também vive surto do vírus
Betina Carcuchinski/PMPA
Mosquito da dengue é observado nas ruas do Pará, Estado que também vive surto do vírus

Apesar de ter havido diminuição dos casos desde a 14º semana epidemiológica – terminada em 25 de abril – até a 18ª, a mais recente divulgada, encerrada em 9 de maio, a incidência da dengue na capital paulista ainda é de 485,8 casos por 100 mil habitantes, o que configura situação de epidemia, segundo o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

Leia mais:
Tecnicamente, vivemos uma epidemia de dengue, diz ministro da Saúde

A doença atingiu seu pico na 14º semana, com 8.127 casos confirmados contraídos na própria cidade. De lá para cá, o número tem caído e chegou a 2.122 casos na 18ª semana. “Inverteu-se a tendência, que agora é de redução”, disse o secretário adjunto municipal de Saúde, Paulo Puccini, creditando ao frio um dos fatores que contribuíram para a diminuição. As mortes confirmadas pela doença, neste ano, chegaram a 13 e mais 24 óbitos ainda estão em investigação. “Estamos saindo de um período epidêmico e entrando no endêmico.”

No ano passado, foram registradas 14 mortes de um total de 29.011 casos de dengue, com taxa de letalidade de 0,048. Como neste ano o número de casos chegou a 57.794, a taxa de letalidade registrada é menor, sendo 0,022. Até o momento, a epidemia do ano passado pode ser considerada mais letal.

Apesar da queda nos casos da doença, Puccini alertou que a população não pode se descuidar e precisa extinguir possíveis criadouros do mosquito.

O secretário relacionou a crise hídrica na Grande São Paulo à necessidade da prevenção e cuidados com a dengue para o ano que vem. “Em 2016, a dengue será um problema também”, afirmou. Segundo ele, será preciso trabalhar para que a ocorrência da doença não seja como neste ano.

Com objetivo de dar agilidade ao atendimento médico, foram montadas tendas nos bairros mais afetados pela doença no mês de abril. A queda no número de atendimentos levou a prefeitura a fechar algumas delas: Jardim Vista Alegre, Elísio Teixeira Leite e M'Boi Mirim. Nesta sexta-feira (22), mais duas terão seus trabalhos encerrados, em Cidade Ademar e Aricanduva.

Leia também:
"Brasil vive epidemia de dengue", reconhece o ministro Chioro
Casos de dengue caem 74% em São Paulo
Ministério da Saúde diz que não há prazo para vacina contra a dengue

Nas unidades fechadas, o número de atendimentos caiu para menos de 60 por dia, o que não justificaria a permanência das tendas de assistência, segundo Puccini. Ele afirmou que a demanda será absorvida pelas restantes e outras unidades de saúde.

Em relação à parceria feita com o Exército para ajudar no combate aos focos de dengue, a taxa de recusa das pessoas em permitir a entrada do agente de zoonoses caiu de 20% para 1,9%, segundo últimos dados divulgados pela prefeitura. A parceria termina em 29 de maio, com visitas ao bairro da Freguesia do Ó.

Leia tudo sobre: dengueigspomsepidemiasurto

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas