Terceiro suspeito de chacina na torcida do Corinthians pode ser policial

Por David Shalom -iG São Paulo | - Atualizada às

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DHPP prendeu um PM e um ex-PM, acusados de terem sido um dos responsáveis pelo crime; investigações seguem sob sigilo

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes

Horas depois de ter anunciado a prisão de dois suspeitos da chacina que deixou 8 mortos na quadra da torcida organizada corintiana Pavilhão 9, no último dia 18 de abril, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) admitiu, na tarde desta quinta-feira (7), que a investigação do caso trabalha com a hipótese de que um terceiro suspeito do crime também seja Policial Militar. 

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"Estamos à procura deste terceiro suspeito. E pela linha em que trabalhamos, pelas conexões com os outros dois criminosos, há fortes indícios de que ele também faça parte da corporação", afirmou Moraes, na sede da SSP-SP. "Chegaremos à identificação dele e, se for um bandido de farda, ele será preso, expulso da polícia e julgado como o criminoso que é."

Veja quem são as vítimas: 

Vítimas: Jonathan Rodrigues do Nascimento, 21 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Fábio Neves Domingos, o Fábio DuMemo, de 34 anos, que havia sido preso na Bolívia em 2013. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Jhonatan Fernando Garzillo Massa, de 21 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Mydras Schmidt Rizzo, de 38 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Ricardo Júnior Leonel do Prado, de 34 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Matheus Fonseca de Oliveira, de 19 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Marco Antônio Corassa Júnior, de 19 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: André Luiz Santos de Oliveira, de 29 anos. Foto: Reprodução/FacebookPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/Facebook

Na manhã desta quinta-feira, o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, anunciou a prisão de um policial militar e de um ex-pm acusados de serem dois dos executores da chacina ocorrida às vesperas do clássico entre Palmeiras e Corinthians, pelo Campeonato Paulista. A investigação chegou à identificação dos suspeitos graças a duas testemunhas do crime, que os reconheceram por meio de retratos falados.

O primeiro suspeito identificado, Rodney Dias dos Santos, atuou como soldado da PM até ser expulso da corporação, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Para a investigação, partiu dele a ação do crime, no qual o alvo era Fábio Neves Domingos, o Fábio DuMemo, de 34 anos, devido a uma dívida por entorpecentes. Santos foi preso em sua casa na região de Pirituba, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira. 

O segundo suspeito, o soldado da Polícia Militar Walter Pereira da Silva, foi identificado dias depois do crime, em 27 de abril. Ele também foi preso nesta quinta-feira, no 33º Batalhão da Polícia Militar, em Carapicuíba, na Região Metropolitana da capital paulista, onde trabalhava. 

A secretaria afirma que os dois ainda prestavam depoimento na tarde desta quinta-feira, portanto não poderia informar se eles confessaram ou não envolvimento na chacina.

"Nada está acontecendo com a PM, que é uma corporação muito séria. O problema é que existe uma minoria de policiais que acabam cometendo crimes. E estes sempre foram e continuarão sendo expulsos", amenizou Moraes.

"Mas é preciso mudanças na lei para que o condenado a, por exemplo, 30 anos de prisão, cumpra esses 30 anos. Nós prendemos muito, mas a lei acaba não se fazendo cumprir, as penas são reduzidas. E isso gera revolta da população". 

De acordo com a SSP, 33 policiais foram expulsos da corporação por envolvimento com atividades ilegais somente em 2015, número que deve crescer caso a investigação comprove a participação de outro agente na matança ocorrida no mês passado.

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