PM e ex-PM são presos sob suspeita de participação em chacina na Pavilhão 9

Por iG São Paulo |

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Oito pessoas foram mortas a tiros em um ataque à quadra da Pavilhão 9, uma das torcidas organizadas do Corinthians

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (7) um policial militar e um ex-policial suspeitos de terem participado da chacina que deixou oito mortos na sede da Pavilhão 9, uma das torcidas organizadas do Corinthians.

Os presos são o ex-policial Rodney Dias dos Santos e o soldado da Polícia Militar Walter Pereira da Silva. A polícia ainda investiga a participação de outros suspeitos no crime.

Investigadores foram ao jogo do Corinthians

Desde o início, a polícia descartou a rixa de torcidas como motivação para a chacina, ocorrida na véspera do jogo contra o Palmeiras pela semifinal do Campeonato Paulista. Segundo a polícia, investigadores estiveram ontem durante a partida na torcida do Corinthians em busca de informações sobre o caso.

A Pavilhão 9 é uma das principais torcidas organizadas do Corinthians. Um de seus líderes era Fábio Neves Domingos, o Fábio DuMemo, de 34 anos, que morreu na chacina. Em 2013, ele foi preso na Bolívia suspeito de participar da morte de Kevin Beltrán, de 14 anos, atingido por um sinalizador naval disparado pela torcida corinthiana durante um jogo contra o San José.

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Vítima da chacina na torcida do Corinthians havia sido preso na Bolívia

Vítimas: Jonathan Rodrigues do Nascimento, 21 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Fábio Neves Domingos, o Fábio DuMemo, de 34 anos, que havia sido preso na Bolívia em 2013. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Jhonatan Fernando Garzillo Massa, de 21 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Mydras Schmidt Rizzo, de 38 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Ricardo Júnior Leonel do Prado, de 34 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Matheus Fonseca de Oliveira, de 19 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: Marco Antônio Corassa Júnior, de 19 anos. Foto: Reprodução/FacebookVítimas: André Luiz Santos de Oliveira, de 29 anos. Foto: Reprodução/FacebookPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVPoliciais em frente à sede da Pavilhão 9, onde uma chacina fez 8 mortos em 19.4.15. Foto: Reprodução de TVImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/FacebookImagens da torcida Pavilhão 9, cuja sede foi palco de chacina em 18 de abril de 2015; oito foram mortos. Foto: Reprodução/Facebook

Vítimas tiveram de se ajoelhar

Segundo a polícia, três homens entraram no local após um churrasco, por volta das 23h,  e obrigaram as vítimas a se ajoelhar e, depois, a deitar no chão. Em seguida, efetuaram os disparos. De acordo com o delegado Arlindo José Negrão Vaz, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), outras pessoas que estavam no local conseguiram fugir.

"Houve pessoas que estavam lá e conseguiram se evadir", disse Vaz, que descartou a hipótese de briga de torcida. "Pelo que temos no papel em declarações de testemunhas já uma linha de investigação que não cai em briga de torcidas."

O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil.

Fundador da Pavilhão 9, da qual ele já se afastou, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) prestou solidariedade às famílias das vítimas.

"Transmito meu luto e pêsames solidários para com as famílias das oito vitimas da chacina ocorrida na sede da Torcida Pavilhão Nove", escreveu o parlamentar em sua conta no Twitter.

Pavilhão 9 é o nome de uma das unidades do presídio do Carandiru, onde em 1992 um massacre efetuado pela PM deixou 111 mortos.

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