Empresário e ex-agentes fiscais são denunciados por lavagem de dinheiro em SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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MP estadual ofereceu acusação à Justiça na qual diz que denunciados lavaram dinheiro na chamada "Máfia do ISS"

Seis ex-agentes fiscais do município de São Paulo e um empresário foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público estadual acusados de realizarem manobras de ocultação de dinheiro e de obterem bens por atos de corrupção, cometidos entre 2010 e 2013.

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A acusação formal à Justiça por lavagem de dinheiro é contra os ex-agentes fiscais prefeitura Ronilson Bezerra Rodrigues e Eduardo Horle Barcellos; a esposa de Ronilson, Cassiana Manhães Alves; o empresário Marco Aurélio Garcia e o contador Rodrigo Camargo Remesso, além do servidor público Fábio Camargo Remesso.

De acordo com a denúncia do MP, os atos foram cometidos pela chamada "Máfia do ISS (imposto sobre serviços)", que cobrava propinas de construtoras e incorporadoras de imóveis durante a tramitação de procedimentos para obteção do certificado necessário para conseguir o documento para a expedição do Habite-se, que autoriza construções para habitação de acordo com as exigências da legislação municipal.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (GEDEC) afirmam que o empresário Marco Aurélio Garcia alugava salas comerciais no centro paulistano para reuniões do grupo envolvido nas lavagens no qual cobrava as propinas. 

Além das reuniões, as salas eram usadas como sedes de fachada das empresas Pedra Branca Assessoria e Consultoria Ltda., da qual Ronilson Bezerra e Cassiana Manhães eram sócios, e LZG Consulting Consultoria e Gestão Empresarial Ltda., da qual Marco Aurélio Garcia era sócio.

Garcia ainda teria adquirido três unidades de um empreendimento imobiliário que foram repassadas, por meio de contratos de gaveta, a Ronilson Bezerra e Fábio Remesso.  A denúncia, que comprovou a aquisição de um carro Mercedes-Benz por parte de Ronilson para a empresa de Garcia, aponta a movimentação de R$ 1 milhão os dois. 

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O casal Ronilson e Cássia são apontados como executores de 36 operações de lavagem de dinheiro em nome da empresa Pedra Branca, que totalizaram R$ 3 milhões. Já Garcia atuou em oito lavagens, totalizando em R$ 675 mil o montante ilegal.

Ronilson, Barcellos e Cassiana já estão sendo processados, juntamente com Luís Alexandre Cardoso de Magalhães, Carlos Augusto Di Lallo Leite do Amaral (também ex-agentes fiscais) e Clarice Aparecida Silva do Amaral pela prática dos crimes de crimes de quadrilha, associação criminosa e concussão perante a 21ª Vara Criminal do Foro Central da Capital.

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