Guarapiranga supera Cantareira e vira principal fornecedor de água de São Paulo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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É a primeira desde o ano de 1973, quando o maior sistema operado pela Sabesp foi inaugurado, que isso acontece

Agência Brasil

Com seguidas reduções em sua capacidade de abastecer a Grande São Paulo, o Cantareira deixou de ser, no último mês de fevereiro, o principal fornecedor de água da região metropolitana da capital paulista. É a primeira vez que isso ocorre desde que ele foi criado, em 1973, tornando-se o maior fornecedor do Estado. O posto, agora, foi assumido pelo Sistema Guarapiranga.

Veja fotos do Cantareira e de outros reservatórios em situação de seca em SP:

Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura PressSituação calamitosa da Represa Jacareí, parte do Sistema Cantareira, no dia 29 de janeiro. Foto: Futura PressCarro no meio na Atibainha devido ao baixo nível da represa: cenário desolador. Foto: Futura PressPedalinhos inutilizados na Represa Atibainha, parte do Cantareira, em janeiro. Foto: Futura PressRepresa Atibainha, em janeiro de 2015. Foto: Futura PressLixo surge na Represa de Atibainha, em janeiro. Foto: Futura PressEm protesto contra a falta de água, governador Geraldo Alckmin é ironizado por manifestantes (26/01/2015). Foto: AP PhotoEm São Paulo, moradores organizaram uma passeata contra a falta de água. Foto: AP PhotoMoradores protestam contra a falta de água em São Paulo (26/01/2015). Foto: AP PhotoProtesto 'Banho Coletivo na casa do Alckmin', na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Futura PressFalta de água em São Paulo se agrava e motiva protestos . Foto: AP PhotoRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis


Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em fevereiro deste ano o Cantareira produziu em média 14,03 metros cúbicos por segundo (m³/s) de água, enquanto o Guarapiranga chegou a 14,49 m³/s, seguido pelo Alto Tietê, que entregou 11,04 m³/s no período.

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Na comparação entre fevereiro de 2014  e fevereiro de 2015, a retirada de água do Cantareira teve redução de 56%, o que significa diminuição de 17,74 m³/s enste ano – volume suficiente para abastecer aproximadamente 5,3 milhões de pessoas durante um mês. 

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De acordo com a Sabesp, o Cantareira, que antes do início da crise de abastecimento atendia a 8,8 milhões de pessoas, hoje produz água para apenas cerca de 6,2 milhões de clientes.

O nível do sistema, que já havia subido no fim de semana para 12,3%, chegou nesta segunda-feira (9) a 12,9%. Desde domingo (8), choveu 31 milímetros (mm) nas represas que formam o sistema. A média pluviométrica para março é 178 mm.

Os outros reservatórios da região metropolitana de São Paulo também registraram elevação nesta segunda-feira. No Guarapiranga, o nível passou de 67,7% para 69,3%.  No Alto Tietê, aumentou de 19,1% para 19,3%.

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