Acidentes causados pelas chuvas ocorreram no município de Osasco e no Jd. Helena, zona leste paulistana, respectivamente

Agência Brasil

As chuvas que atingiram a Região Metropolitana de São Paulo na segunda-feira (16) causaram ao menos uma morte e muitos estragos na região. Uma árvore de grande porte caiu sobre um veículo no Jardim Umuarama, município de Osasco, matando um dos ocupantes, um jovem de 21 anos. Horas depois, na zona leste paulistana, uma pessoa foi eletrocutada em uma área alagada no Jardim Helena, na manhã desta terça (17).

Carro perto de ser arrastado por alagamento recente na capital paulista, na última quarta-feira
Futura Press
Carro perto de ser arrastado por alagamento recente na capital paulista, na última quarta-feira

A Polícia Militar (PM) informou que a eletrocução ocorreu em uma área energizada em razão da enchente que tomou conta da região. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi encaminhada à Unidade de Atenção Primária à Saúde Santa Marcelina, no bairro de Itaim Paulista. A assessoria de imprensa do hospital não foi encontrada para esclarecer sobre o estado de saúde do paciente.

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Ainda na zona leste, um trecho alagado na Rua Ambua, no bairro de Vila Itaim, permaneceu intransitável ao longo de toda a tarde. Algumas casas foram invadidas pela água e os moradores precisaram suspender seus móveis. O alagamento foi provocado pela cheia do Rio Tietê.

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A região da subprefeitura de São Miguel Paulista, que inclui o Jardim Helena, Vila Romano e Vila Itaim, entre outros, permanecia em estado de alerta desde a noite de segunda-feira (16), de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A região faz divisa com o município de Itaquaquecetuba, bairro Jardim Fiorelo, e seus moradores também têm sofrido com os alagamentos. A quadra da Escola Estadual José Barbosa de Araújo está debaixo d'água.

A prefeitura de São Paulo informou em nota que o projeto de construção do pôlder (terreno protegido por diques contra inundações) da Vila Itaim é de responsabilidade do governo do estado. “Em 2013 o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad estiveram juntos no local e anunciaram as obras. Entretanto, até o momento o governo do Estado não apresentou o projeto da obra, a despeito das inúmeras reuniões realizadas e dos apelos insistentes da Prefeitura.”

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A prefeitura afirmou que sem o projeto não há como remover as famílias do local. “São duas as razões: primeiro, não há como remover toda a população da Vila Itaim. É preciso saber o tamanho e o local do pôlder para remover apenas as famílias atingidas. Depois, se a população for retirada muito antes da realização das obras, outras famílias ocuparão aquelas habitações”, completou.

O governo do Estado respondeu em nota que a inundação na Vila Itaim é resultado da ocupação indevida da várzea do Tietê, área sempre ocupada pelo rio durante as cheias. De acordo com o texto, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) firmou convênio com a prefeitura para construção de um sistema de pôlder, com reservatório e bombas, a fim de diminuir os riscos de enchentes.

“A obra aguarda o reassentamento pela prefeitura de 280 famílias de áreas invadidas. O projeto básico está pronto e foi entregue ao município em 2013. No Jardim Romano, o pôlder feito pelo Daee em operação desde 2011 evitou inundações.”

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