Em ato esvaziado, MPL promove "casamento" de Haddad com catraca de ônibus

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Grupo que exige tarifa zero reuniu cerca de 200 manifestantes em protesto iniciado em frente à Prefeitura de São Paulo

Manifestantes do Movimento Passe Livre em frente à sede da Prefeitura de SP, nesta sexta-feira
Facebook/Reprodução
Manifestantes do Movimento Passe Livre em frente à sede da Prefeitura de SP, nesta sexta-feira

"A noiva está chegando!" Em seu ato mais esvaziado de 2015 na região central da capital paulista, o Movimento Passe Livre (MPL) usou o bom humor para chamar a atenção dos poucos trabalhadores e servidores públicos que passavam em frente à Prefeitura, no início chuvoso da noite desta sexta-feira (6). E por meio de um falso matrimônio.

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A catraca de ônibus, símbolo da luta do grupo pela tarifa zero no transporte público de São Paulo, estava mais novamente no local, no Viaduto do Chá. Desta vez, no entanto, ela foi transformada em noiva, com vestido e tudo. E protagonizou um "casamento" com o próprio Fernando Haddad, representado por um jovem com uma foto do prefeito colada em seu rosto.

Veja fotos de protestos do MPL realizados em São Paulo em 2015:

Catraca sendo queimada pelo MPL em frente ao Terminal Parque Dom Pedro, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, em São Paulo. Foto: Fernando Zamora/Futura PressPoliciais fazem cordão de isolamento em frente à Prefeitura paulistana, no processo do MPL desta sexta-feira, 6 de fevereiro. Foto: Fernando Zamora/Futura PressManifestantes do Movimento Passe Livre em frente à sede da Prefeitura, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro; foi o sétimo do grupo em 2015. Foto: Facebook/ReproduçãoOrelhão depredado no segundo protesto do MPL de 2014, nesta sexta-feira (16), na região central de São Paulo . Foto: PM-SP/TwitterPM ao lado de viatura depredada, segundo a corporação, por militantes com fogos de artifício. Foto: PM-SP/TwitterMovimentação de militantes no protesto desta sexta-feira. Foto: Bárbara Libório/iG São PauloManifestantes fazem graça enquanto protesto seguia pacífico, no início da noite. Foto: Bárbara Libório/iG São PauloProjeção pela tarifa zero na Prefeitura: foi lá que a confusão realmente estourou. Foto: Bárbara Libório/iG São PauloProtesto MPL. Foto: Bárbara Libório/iG São PauloTropa de Choque se posiciona para impedir passagem de manifestantes. Foto: PM-SP/TwitterAgência da Caixa Econômica Federal depredada. Foto: PM-SP/TwitterAgência do Banco do Brasil depredada. Foto: PM-SP/TwitterMulher coloca pano no rosto para evitar bomba de gás de pimenta, nesta sexta-feira (16). Foto: Futura PressManifestantes se preparam para possível repressão policial. Foto: Futura PressFuncionários colocam tapumes nos vidros de agência da Caixa, na região central de São Paulo para prevenir possíveis danos com a passagem dos manifestantes do Movimento Pa. Foto: Futura PressProtestos artísticos nesta sexta-feira (16). Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloGrupo faz performance com bexigas de água aos gritos de "olha a água suja do Alckmin" e "olha o volume vivo". Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloCordão que antecede faixa da manifestação tem mascarados. Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloManifestantes se preparam contro o spray de pimenta. Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloPolícia Militar tenta evitar que manifestantes entrem na Avenida Paulista. Foto: Futura PressO trajeto planejado para essa manifestação é começar na Consolação, seguir para a Prefeitura e depois para a secretaria de transportes. Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloA esquina da Av. Paulista com a Consolação é um ponto tradicional de protestos em São Paulo, como nesta sexta-feira (16). Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloO aumento das tarifas foi o estopim para as manifestações de junho de 2013 que aconteceram em todo o país. Foto: Futura PressO MPL, organizador do movimento, declarou que pretende ampliar as manifestações para a periferia da cidade (16). Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloPolícia se prepara para os protestos (16). Semana passada, sexta-feira (9), a repressão foi intensa quando os manifestantes tentaram entrar na Av. Paulista. Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloAto reúne estudantes, sindicato dos metroviários e de organizações de outros setores, como professores e bancários, e os organizadores do MPL. Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloMovimento se concentra antes de começar a manifestação. Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloManifestantes começam a se reunir nesta sexta-feira (16). Foto: Bárbara Libório/ iG São PauloManifestantes no segundo ato do MPL contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Barbara Liborio/iG

"Esta benção não é abençoada, é amaldiçoada. É uma união contra o povo, contra os fracos, contra os pobres, contra os pequenos", discursou o manifestante que representou o padre da "cerimônia". "Este casamento é uma associação criminosa."

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Em uma tarde de chuvas e alagamentos, o ato não conseguiu atrair mais de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar – número bastante inferior ao dos anteriores na região. Diferente destes também, o protesto desta sexta-feira terminou de forma pacífica, com manifestantes apenas incendiando a "noiva" catraca como símbolo do fim dos custos do transporte público na cidade, a bandeira do MPL.

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