Últimas quatro manifestações do grupo que protagonizou os atos de 2013 foram marcadas por confrontos com a polícia

Faixa erguida na Rua Eusébio Matoso em frente a shopping da zona oeste, nesta terça-feira (27)
Facebook/Reprodução
Faixa erguida na Rua Eusébio Matoso em frente a shopping da zona oeste, nesta terça-feira (27)

Pela primeira vez em 2015, um ato do Movimento Passe Livre (MPL) terminou sem conflitos, violência ou bagunça na capital paulista. Aprofundando as exigências pelo passe livre nos transportes públicos da capital paulista, desta vez os militantes do grupo (MPL) realizaram o ato na zona oeste da capital paulista, nesta terça-feira (27).

Iniciada com concentração no Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, a manifestação transcorreu pacificamente dede seu início, por volta das 17h30, até o fim, às 22h, no mesmo local. Apesar disso, houve certas mudanças ao longo do ato, o quinto pela tarifa zero neste ano na capital paulista. 

Manifestantes reunidos no Largo da Batata, zona oeste, antes do início do protesto desta terça
Fernando Zamora/Futura Press
Manifestantes reunidos no Largo da Batata, zona oeste, antes do início do protesto desta terça



Por volta das 18h40, os militantes definiram em assembleia que o trajeto do ato seria pela Avenida Brigadeiro Faria Lima, passando pela Marginal Pinheiros e finalizando na estação Pinheiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Entretanto, a caminhada tardou a começar – e, mesmo quando isso ocorreu, houve mudanças repentinas que estenderam o protesto. 

Primeiro havia o temor de que as pistas da Marginal estariam fechadas para os militantes – o que não ocorreu. Depois, ao chegarem à estação onde encerrariam o ato, os presentes a encontraram cercada por PMs, que tentavam evitar tumulto semelhante ao do último protesto do grupo , na sexta-feira (23), na zona leste.

Assim, os presentes decidiram por dar a volta no quarteirão e subir de volta ao ponto onde haviam se encontrado no início do ato, no Largo da Batata, a cerca de um quilômetro dali. 

Reforçada por centenas de agentes, a Polícia Militar fechou as vias ao longo de todo o trajeto. Para evitar quebra-quebra como o ocorrido em julho do ano passado, quando adeptos da tática black bloc destruíram veículos em concessionárias da região da Avenida Cidade Jardim, a Tropa de Choque fez bloqueios em frente a esses comércios. 

Além do protesto contra o aumento da tarifa, militantes também se manifestaram contra a crise hídrica pela qual passa o Sudeste, com falta de água para consumo e para suprir as necessidades das usinas hidrelétricas para gerar energia.

De acordo com a PM, mil pessoas participaram da manifestação.

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Veja fotos dos atos do MPL em 2015:


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