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Sexta edição da Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município abordou 25 temas com 1.512 moradores de SP

Divulgada nesta quinta-feira (22), a 6ª edição da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem) aponta que 61% dos paulistanos consideram a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) como a culpada pela crise hídrica que atinge principalmente a capital paulista e os municípios em seu entorno desde o ano passado. Foi a primeira vez que o assunto foi abordado no levantamento.

Foto aérea da represa Jaguari, parte do Sistema Cantareira%3, que abastece a capital: a água sumiu
Nasa Earth Observatory
Foto aérea da represa Jaguari, parte do Sistema Cantareira%3, que abastece a capital: a água sumiu

Encomendada pela Rede Nossa São Paulo e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a pesquisa realizada pelo Ibope aborda 25 temas relacionados à percepção dos moradores em relação à cidade. Para chegar ao resultado, foram entrevistadas 1.512 pessoas com idade superior aos 16 anos, entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro.

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Torneira seca
Um dos pontos de destaque do levantamento é a situação calamitosa em que se encontra tanto a cidade quanto o Estado em relação à distribuição de água à população. Junto aos 61% que culpam a Sabesp pela crise hídrica, 42% colocam a responsabilidade na falta de planejamento do governo estadual.

Veja a situação desoladora dos reservatórios paulistas:

Do total, 66% se disseram bem informados sobre o tema e 82% acreditam que existe um grande risco de a água acabar na cidade. Os números dizem bastante a respeito do ponto de vista prático, pois 68% dos entrevistados tiveram – ou têm algum familiar que teve – problemas de abastecimento nos últimos 30 dias.

Com o crescimento das críticas à Sabesp, cresceu também o nível de desconfiança em relação à empresa. Na pesquisa anterior, 82% afirmaram confiar nela, enquanto no atual levantamento, a porcentagem caiu para 62%.

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Oscilações
A pesquisa, que abordou a percepção da população nas áreas da saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho, além de questões mais subjetivas, como sexualidade, espiritualidade, consumo e lazer, registrou uma percepção mista sobre as melhoras na cidade.

Por exemplo, em relação à mobilidade urbana, com a introdução das ciclovias, ao transporte público e à gestão do prefeito Fernando Haddad. A percepção sobre a segurança na cidade também evoluiu – de 6% para 10% dos entrevistados veem a capital como "muito segura".

Entretanto, em outros pontos as opiniões se negativaram. É o caso da saúde pública, que viu o tempo de espera em prontos-socorros e hospitais dobrar de um ano para cá, o que colaborou, junto a outros temas negativos, a levar 57% dos entrevistados a considerarem mudar de cidade.

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