Movimento que protagonizou protestos de 2013 ressalta intenção de descentralizar atos para ocupar toda a cidade

Diferente do que ocorreu em 2013, quando optou por concentrar seus atos na região central de São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL) pretende descentralizar os protestos em 2015 para, em vez de se concentrar em apenas um ponto, focar as ações em toda a cidade.  

A estratégia, que passa a seguir os passos do grupo atuante especialmente nas periferias da capital paulista, vem sendo definida desde o ano passado, quando o MPL perdeu parte de sua relevância após ato violento, findado com quebradeira de concessionárias de veículos. "Incluiremos nas outras regiões onde já temos atuação", diz Nina Cappello ao iG .

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O ato desta sexta-feira é o primeiro grande protesto do MPL desde o dia 19 de junho de 2014. Desta vez, o grupo se manifesta contra o aumento da tarifa de ônibus, de R$ 3,00 para R$ 3,50, em vigor desde terça (6). Os militantes também são contra o passe livre apenas para estudantes de baixa renda – para eles, a medida deve ser para toda a população.

Policiais militares acompanham de perto concentração de manifestantes em São Paulo
iG/Bárbara Libório
Policiais militares acompanham de perto concentração de manifestantes em São Paulo

Reuniões
O MPL promete reuniões abertas contra o aumento das em bairros como Tatuapé, Lapa, Pirituba, Campo Limpo e Grajaú, e manifestações na região metropolitana, em Santo André, São Bernardo, Guarulhos, entre outros.

Um novo grande ato está marcado para a próxima sexta-feira (16), na Praça do Ciclista, em São Paulo, região da Avenida Paulista. No protesto desta sexta (9), o grupo estima que estejam presentes 5.000 pessoas – o dobro do estimado pela Polícia Militar, de 2.500.

Segundo Nina, a ideia do movimento é abarcar toda a discussão sobre a tarifa. "Essas medidas, como o passe livre estudantil, servem para mascarar o peso do aumento. Mas sabemos que toda a população vai sentir", lamentou.

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