Filho de Haddad rebate críticas por participação de ato do MPL

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Frederico Haddad participou do ato promovido pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento de tarifas

Frederico Haddad, filho do prefeito Fernando Haddad (PT), compareceu à aula pública sobre a tarifa zero, promovida pelo Movimento Passe Livre (MPL). Setores da mídia interpretaram a ida ao ato como uma forma de crítica ao pai, posição que o jovem repudiou com veemência em sua página do Facebook, nesta terça-feira (6). 

Prefeito Fernando Haddad e seu filho com a presidente
Facebook/Reprodução
Prefeito Fernando Haddad e seu filho com a presidente


“É um completo absurdo o uso indevido que grande parcela dos meios de comunicação tem feito, desde a noite de ontem (segunda-feira), da minha rápida e discreta presença na aula pública marcada pelo MPL para discutir a tarifa", declarou em sua página pessoal. "Meu objetivo era apenas observar o evento e ouvir os argumentos sobre um tema pelo qual me interesso”.

A aula pública – que contou com a participação de Lúcio Gregori, ex-secretário municipal de transportes do município, que apresentou projeto pela tarifa zero em São Paulo no início da década de 1990 – foi um aquecimento para o protesto convocado pelo MPL para esta sexta-feira (9), quando ocorre a primeira grande manifestação contra o aumento do transporte público na capital paulista. O grupo é o mesmo que protagonizou os grandes atos de 2013. 

Defesa ao pai
Além de criticar a mídia, Frederico aproveitou o post para defender a atual política adotada pelo prefeito de São Paulo, que anunciou o primeiro aumento de transporte de seu governo desde a malograda tentativa em 2013, quando voltou atrás após pressão da população.

“Em abstrato, aumentar a tarifa é bom? Lógico que não. Mas será que no quadro concreto piorou ou melhorou?", indagou Frederico. "Fica a pergunta e o anseio por um debate mais profundo de uma questão de alta complexidade."

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Frederico ainda argumentou que os custos de não se aumentar a tarifa acabam sendo compensados em outras áreas. “Alguns questionam: por que o preço do custeio sobe num ritmo tão maior do que o serviço melhora? Ora, metade desse custeio corresponde ao salário de motoristas (38%) e cobradores (12%). E, como já disse, quem paga a conta é o orçamento de todos nós, que é drenado de outras áreas tão ou mais sensíveis que a tarifa de transporte.”

Relembre os protestos de junho de 2013:

Manifestantes tomam as ruas de SP em protesto contra aumento da tarifa de ônibus. Foto: Euclides Oltramari Jr./Futura PressManifestantes colocam fogo em lixo durante concentração na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressÔnibus incendiado e depredado próximo da Praça da Sé durante protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô, na cidade de São Paulo (SP).. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressGrupo bloqueia passagem de carros na Paulista na altura da Bela Cintra, no fim do protesto. Foto: Renan TruffiManifestante e PMs em protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô em SP. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressDepredação de agência bancária durante protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô em SP. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes picham e depedram ônibus no  Terminal Parque Dom Pedro . Foto: Futura PressManifestantes chegam à Paulista e invadem as duas faixas da avenida. Foto: Renan TruffiAgência bancária depredada na Avenida Paulista. Foto: Renan TruffiManifestantes chegam à Paulista. Foto: Renan TruffiO ato contra o aumento da passagem de ônibus se dirige à Avenida Paulista. Foto: Renan TruffiManifestantes bloqueiam o trânsito sentido Paulista da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiAgências bancárias depredadas por manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiManifestantes contra o aumento da passagem de ônibus picham poste na Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiAgências bancárias depredadas por manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiManifestante ateia fogo a lixo na Praça da Sé, durante confronto com a Tropa de Choque. Foto: Renan TruffiCerca de 400 policiais acompanharam o protesto desde a Avenida Paulista. Foto: Futura PressManifestação reuniu mais de duas mil pessoas. Foto: Futura PressProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes mudam rumo do protesto e iniciam descida na rua da Consolação. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloConcentração do protesto na Praça do Ciclista, no início da Avenida Paulista. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloPoliciais militares prendem manifestante que tentou bloquear faixa de ônibus na Consolação. Foto: Renan TruffiProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes protestam contra o aumento no valor da tarifa nesta terça-feira(11). Foto: Gabriela Bilo/Futura Press



Anunciado pelo prefeito em dezembro e em vigor desde esta terça-feira (6), o preço das passagens passou de R$ 3,00 para R$3,50, gerando indignação de grupos defensores do passe livre na cidade.

Tarifas do Bilhete Único mensal, semanal e diário, no entanto, seguem congeladas nos valores atuais; e estudantes de baixa renda e da rede pública passam a ter tarifa zero no trajeto aos estudos.

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