Polícia confirma que incêndio em universidade no centro foi criminoso

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Em depoimento, diretora confirmou que antes do foco principal atingir os últimos andares do prédio, dois outros menores aconteceram para "desviar atenção da brigada"

A Polícia Civil confirmou que o incêndio que atingiu na Uniesp, na República, no centro de São Paulo, na semana passada, foi criminoso. O fogo atingiu os últimos andares do prédio, que fica na rua Conselheiro Crispiniano, e matou uma auxilar de limpeza. Nesta terça-feira (9), os policiais ouviram depoimento da diretora da instituição, Márcia Regina dos Santos Feldman.

Leia também: Mulher morre em incêndio em universidade no centro de São Paulo

Reprodução/Twitter
Parte do prédio tomado pelo fogo na República, em SP

De acordo com o delegado, Arariboia Fuzita Tavares, responsável pelas investigações, o depoimento da diretora Márcia Regina dos Santos Feldman confirmou que antes do foco de incêndio principal no 13º andar houveram dois outros menores "para desviar a atenção da brigada". "As investigações mostraram que o incêndio foi criminoso. A diretora confirmou os dois primeiros focos e isso é suficiente para confirmar que foi proposital", diz Tavares.

Para ouvir a diretora, os policiais tiveram que buscá-la na universidade porque ela não foi à delegacia prestar o depoimento nas outras vezes que foi acionada. "Ela foi mal orientada pelo advogado e disse também que estava nervosa por causa da repercussão que o caso tomou e nervosa com a imprensa", afirmou Taveres. Os próximos passos da investigação serão ouvir funcionários e alunos e buscar imagens de câmeras que possam dar pistas do autor (ou autores) do atentado.

Caso

As chamas atingiram os últimos andares do edifício na tarde de quarta-feira (3). A auxiliar de limpeza Eliana Quintino, de 49 anos, foi encontrada dentro de um dos elevadores no 14º andar do prédio.

Nota publicada no site da universidade informou que a funcionária "havia decidido, por conta própria, voltar ao prédio para retirar seus pertences". Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. "A Uniesp lamenta profundamente a perda da funcionária Eliana Quintino e informa que presta toda a assistência necessária aos seus familiares", diz em nota.

O prédio segue interditado desde então e, segundo a universidade, as aulas estão sendo realizadas em outro campus, próximo ao local.

Apesar da nota da universidade dizer que "prédio se encontrava em perfeitas condições de uso, inclusive com o projeto técnico aprovado pelo Corpo de Bombeiros, e com todas as melhorias solicitadas já realizadas", a polícia informou que o edifício não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros necessário par ao funcionamento.

Leia tudo sobre: IGSPincêndiouniversidadeuniesp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas