Tempo de espera para conhecer a instituição foi reduzido para semana; comerciantes dizem que movimento estabilizou

Aberto desde o final de julho, o Templo de Salomão, no centro de São Paulo, contou com a presença da presidente Dilma Rousseff e outras autoridades em sua cerimônia de inauguração. Do lado de fora, os fiéis puderam acompanhar a festa por meio de telões. Quatro meses depois, o iG foi até a região para saber como estava o movimento por lá. 

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Uma funcionária do templo informou que existem duas maneiras de conhecer o local: indo às reuniões que acontecem no santuário durante horários específicos ou agendando a visita por e-mail e pagando uma taxa de R$ 25 para fazer o famoso tour pelo templo. "As filas de espera ainda existem, mas diminuíram bastante, passando de dois meses para uma semana", afirmou a funcionária.

Confira imagens do Templo de Salomão

Comércio lamenta fim do boom de turistas e fiéis

Já os comerciantes da região relatam que o movimento aumentou bastante nos dias seguintes à inauguração, mas depois voltou ao nível normal. José Silva, 60 anos, dono de uma loja de artigos para cozinha da região conta que a inauguração do templo foi ótima para o negócio. "Quando o templo abriu, muitas pessoas passeavam por aqui e, consequentemente, vinham até minha loja. Agosto foi um mês muito bom para mim", relembra.

Silva conta que atualmente o comércio durante a semana enfraqueceu, mas aos fins de semana ele ainda recebe muitos fiéis. "O templo enche no fim de semana. Eu acho curioso e impressionante. Nós até temos um lucro maior, mas não tem jeito, quem vende mais são os estabelecimentos alimentícios", diz.

Gerente de uma lanchonete ao lado do templo, Sérgio Cardoso, 53 anos, concorda e relembra da movimentação do estabelecimento no período da inauguração da construção. "Foi um período fantástico, nós tínhamos até medo de não conseguir atender todo mundo."

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Agora, quatro meses depois, Cardoso acredita que a impossibilidade de entrar no templo sem agendamento tenha diminuído a concentração de pessoas nos entornos do local. "No fim de semana, existem mais possibilidades de horários para visitar o templo, então as pessoas acabam vindo até aqui para almoçar, tomar um suco ou tomar um açaí".

Construção

A ambiciosa ideia do todo-poderoso da igreja, o bispo Edir Macedo, não custou barato. Para colocar de pé os 35 mil metros quadrados de área construída (a Basílica de Aparecida tem 18 mil metros), o primeiro passo foi dar um novo uso a um estacionamento de 100 mil metros quadrados. Depois, os fiéis da Universal bancaram a importação de pedras de Hebron, em Israel, 10 mil cadeiras da Espanha e até pés de oliveiras. Todos esses itens fizeram o templo custar R$ 680 milhões, segundo a Igreja Universal do Reino de Deus.

O bispo assegura que o espaço é uma réplica fiel do templo em Jerusalém, construído pelo próprio rei Salmão, filho de Davi, centenas de anos antes do nascimento de Cristo. Destruído pelo império babilônico, foi reconstruído no ano 160 a.C., mas foi novamente derrubado pelos romanos em 70 d.C.

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