Movimento por moradia interrompe protesto para se reunir com subprefeita em SP

Por Agência Brasil |

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manifestação bloqueou avenidas importantes da zona sul da capital, entre elas a Senador Teotônio Vilela e Belmira Marin

Agência Brasil

Representantes do movimento social Nós da Sul reuniram-se hoje (17) com a subprefeita da Capela do Socorro, Cleide Pandolfi, após uma manifestação que bloqueou avenidas importantes da zona sul da capital paulista, entre elas a Senador Teotônio Vilela e Belmira Marin. Conforme a Polícia Militar, aproximadamene 400 manifestantes participaram do protesto.

Mais: Manifestação por moradia interdita avenidas na zona sul de SP

Líder do movimento, Leanir José da Costa informou que o objetivo era agendar uma reunião com o secretário de Habitação de São Paulo para tratar de duas ocupações, ambas no extremo sul da capital. “Ainda hoje, a subprefeita deve dar um retorno para marcarmos uma data. Caso contrário, faremos outro ato na quinta-feira (20)”, declarou. A secretaria municipal da Habitação assegurou que dará encaminhamento às demandas solicitadas no encontro de hoje.

Segundo Leanir, a Justiça cancelou a reintegração de posse da ocupação Plínio de Arruda Sampaio, na rua Agenor Klaussner, marcada para amanhã (18) “Entretanto, sabemos que [a reintegração] vai ocorrer. O protesto é para cobrar da prefeitura a compra do terreno. O proprietário já disse ter interesse em vender a área”, salientou Leanir.

Explicou que o terreno, de 130 mil metros quadrados, comporta aproximadamente mil unidades habitacionais. Ele estima que 160 famílias moram no local, de um total de 500 cadastradas. O movimento reclama que a área estava abandonada há 50 anos e, por isso, foi ocupada. Leanir revelou que parte do terreno é formada por Área de Proteção Ambiental (APA) e Zonas de Interesse Social (Zeis) da cidade.

Em nota, a secretaria informou que a área é particular e não está inserida no planejamento habitacional da secretaria para desapropriação ou construção de unidades habitacionais. O documento afirma que, por diversas vezes, representantes da secretaria estiveram reunidos com as lideranças, a fim de esclarecer e apresentar o programa de habitação e procedimentos para inscrição e cadastro da demanda habitacional”.

Leanir reclama que, na ocupação Anchieta, localizada no Grajaú, a prefeitura já deveria ter sinalizado o início das obras. “A ocupação está crescendo e isso gera caos. Temos 800 famílias morando lá e mais de 1200 cadastradas”, ressaltou. No local, uma área de 68 mil metros quadrados, está prevista a construção de mais de mil apartamentos.

De acordo com a secretaria, o terreno pertence ao Instituto Anchieta. A prefeitura informou, ainda, que pretende entregar 55 mil moradias populares até 2016. Atualmente, são mais de 130 mil famílias no cadastro habitacional do município. “Não haverá prioridade de atendimento para famílias em áreas ocupadas”, reforça a administração municipal.

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