Sem chuvas, Sistema Cantareira segue em queda e atinge 4,5% de armazenamento

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Além do Cantareira, que abastece 6,5 milhões em SP, reservatórios como o Alto Tietê também têm situação crítica

Agência Brasil

Represa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis

Sem chuvas ou mesmo qualquer previsão delas, o nível do Sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de pessoas, continua em queda constante e nesta terça (14), seus reservatórios registraram apenas 4,5% da capacidade de armazenamento. Segundo a Companhia de Saneamento e Abastecimento do Estado de São Paulo (Sabesp), em outubro choveu 0,4 milímetro (mm) na região do sistema – índice muito inferior à média histórica para o mês, de 130,8 mm.

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Na segunda (13), a Sabesp anunciou a redução do volume retirado dos reservatórios. O novo plano de retirada de água do Cantareira foi enviado para a Agência Nacional de Águas na última sexta-feira (10), mesmo dia em que a 3ª Vara Federal de Piracicaba expediu liminar proibindo a captação de água da segunda parte do volume morto dos reservatórios Jaguari, Jacareí e Atibainha.

O objetivo da decisão judicial é garantir que o consumo da primeira parte da reserva técnica não se esgote antes de 30 de novembro e que não haja prejuízos às vazões para a bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

“A proposta da Sabesp é reduzir imediatamente a retirada de 19,7 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 19 m³/s e, em seguida, a partir de novembro, para 18,5 m³/s. Antes da atual crise hídrica, a Sabesp retirava 31 m³/s do sistema [Cantareira] para atender aos consumidores da região metropolitana de São Paulo”, explica um comunicado da companhia.

O Sistema Alto Tietê, responsável pelo abastecimento da zona leste da Grande São Paulo, também tem apresentado queda nos níveis de água. Nesta segunda, os reservatórios tinham 10,1% da capacidade. De acordo com a Sabesp, a média de chuvas na região do manancial para as primeiras duas semanas de outubro é 117,1 mm. Até o momento, as precipitações somaram 7,2 mm.

Em Itu, cidade distante 75 quilômetros da capital paulista, a crise no fornecimento de água, iniciada em fevereiro, tem provocado protestos. Na noite de segunda, moradores do bairro Cidade Nova bloquearam as rodovias Waldomiro Corrêa de Camargo (SP-79) e Santos Dumont (SP-75). O protesto durou quase seis horas (das 17h às 23h). Pela manhã, ainda se viam restos dos pneus e entulhos queimados das barricadas.

A cidade de Itu abrange seis bacias hidrográficas e tem sete pontos de captação. No total, são sete mananciais, que nascem e morrem no próprio município. Nenhum rio intermunicipal cruza a cidade. Por isso, a prefeitura espera que a obra do Ribeirão Mombaça, que nasce em São Roque nos limites com Araçariguama, a 22 quilômetros de distância, possa resolver em parte do problema de abastecimento.

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