Após manifestação, caminhão-pipa leva água a moradores de Itu

Por Agência Brasil |

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População sofre com a falta de água desde fevereiro, e a maioria dos moradores relata não ter água há 15 dias

Agência Brasil

Moradores do bairro Cidade Nova, distante 13 quilômetros do centro da cidade de Itu, receberam água na manhã de hoje (14) de caminhões-pipa da concessionária responsável pelo abastecimento no município, a Águas de Itu. A população sofre com a falta de água desde fevereiro, e a maioria dos moradores relata não ter água nas torneiras há pelo menos 15 dias.

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Na noite de ontem (13), eles fizeram mais uma manifestação na entrada do bairro, bloqueando as rodovias Waldomiro Corrêa de Camargo (SP-79) e Santos Dumont (SP-75). O protesto começou por volta das 17h e seguiu até as 23h, segundo os moradores. Pela manhã, ainda se via restos dos pneus e entulhos queimados em uma barricada.

Represa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis

Orciano Cassiano Borges, de 66 anos, tem uma funilaria em frente ao local do protesto. Ele conta que participou da manifestação, inclusive doando alguns dos pneus que foram queimados na barricada. Segundo ele, o ato foi pacífico e a Polícia Militar não precisou intervir.

O funileiro mora há 22 anos no bairro Cidade Nova e nunca vivenciou uma situação de falta de água como esta. “Só recebemos água quando tem manifestação. Recebi [abastecimento] domingo [de caminhão- pipa] após a manifestação. Não sai água da torneira faz 15 dias”, disse. “Se houvesse um caminhão-pipa a cada semana não haveria nem manifestação”, completou.

João Moreira Nascimento, de 50 anos, é pedreiro e conta que não consegue mais trabalhar. Morador há 20 anos do bairro, ele decidiu comprar uma caixa d'água extra. “Coloquei a caixa no chão e vou enchendo de bicas de água e poços na zona rural”, contou. Apesar de não ter água nas torneiras há um mês, a conta continua chegando. “Veio R$ 100 de conta, mesmo sem ter medição. Tenho três vizinhos pagando o mesmo preço.”

A casa da aposentada de 74 anos, Iraci Meira da Luz, foi uma das que receberam água do caminhão- pipa nesta manhã. Ela aproveitou para encher duas caixas de água e disse que assim consegue se manter por 15 dias. “Faz um mês que estamos sem água aqui. Meus filhos trazem água do sítio para tomarmos, fazer comida”, disse ela. O caminhão-pipa abasteceu sua casa pela última vez há dois meses.

De acordo com Vanessa dos Santos Silva, camareira de 34 anos, as aulas na escola do bairro estão sendo prejudicadas pela falta de água. A Escola Estadual Professor Anthenor Fruet, segundo ela, está sem aulas esta semana. A Agência Brasil entrou em contato com a escola, que informou estar sem funcionar devido a um recesso ainda decorrente do calendário da Copa do Mundo.

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