Sabesp vai diminuir retirada de água do Sistema Cantareira

Por Agência Brasil |

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Proposta é reduzir a retirada de 19,7 metros cúbicos para 19 metros cúbicos. Antes da crise, sistema retirava 31 metros cúbicos para atender consumidores da capital paulista

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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai diminuir a quantidade de água retirada do Sistema Cantareira. De acordo com a concessionária, a redução começará imediatamente após o plano ser aprovado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

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Obras do Sistema Cantareira no segundo volume morto

“A proposta da Sabesp é reduzir imediatamente a retirada de 19,7 metros cúbicos por segundo para 19 metros cúbicos por segundo e, em seguida, a partir de novembro, para 18,5 metros cúbicos. Antes da atual crise hídrica, a Sabesp retirava 31 metros cúbicos por segundo do sistema [Cantareira] para atender aos consumidores da região metropolitana de São Paulo”, disse a Sabesp em nota.

O novo plano de retirada de água do Cantareira foi enviado para a ANA na última sexta-feira (10), no mesmo dia em que 3ª Vara Federal em Piracicaba expediu liminar proibindo a captação de água da segunda parte do volume morto dos reservatórios Jaguari, Jacareí e Atibainha, abaixo da cota de 815 metros e 777 metros.

A Justiça também determinou que a ANA e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee) revejam as vazões de retiradas do Sistema Cantareira pela Sabesp.

O objetivo é garantir que o consumo da primeira parte da reserva técnica não se esgote antes de 30 de novembro e que não haja prejuízos às vazões para a bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

“Em relação à liminar expedida pela 3ª Vara Federal em Piracicaba, a Sabesp lamenta que o juiz não tenha dado à empresa ou à Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos a oportunidade de esclarecer as questões”, disse em nota a concessionária.

A Sabesp informou ainda que, quando autorizada, poderá utilizar a segunda parte da reserva técnica do Sistema Cantareira. “A medida, a ser adotada apenas em caso de necessidade, estará embasada em rigoroso estudo técnico e será feita de forma gradual e parcimoniosa”.

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