Até a próxima sexta-feira deve predominar o tempo mais seco sobre as regiões onde ficam as nascentes, aponta o Inmet

Agência Brasil

O volume de água do Sistema Cantareira, o principal manancial de abastecimento de São Paulo, teve nova baixa hoje (6), com o nível passando de 6% para 5,8%, o menor de toda a história, segundo o monitoramento diário feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Se depender das condições climáticas, a crise hídrica não será solucionada no curto prazo, embora exista a previsão de volta à normalidade de chuvas. “O consenso nas discussões climáticas é que as chuvas devem voltar a ocorrer regularmente ainda este mês”, disse a meteorologista Helena Turon Balbino, do 7º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nível do Cantareira volta a cair; uso de cota do volume morto não está previsto

Nível da água do sistema Cantareira registra novo recorde negativo: 6,6%

Ela, no entanto, informou que até a próxima sexta-feira deve predominar o tempo mais seco sobre as regiões onde ficam as nascentes que alimentam o Sistema Cantareira: sul de Minas Gerais, norte do Estado de São Paulo e Vale do Paraíba. Segundo a meteorologista, o vento soprado do oceano em choque com o aumento da temperatura pode até provocar alguns períodos de instabilidade na próxima quarta-feira (8), porém, de fraca intensidade.

A média histórica de acumulado de chuva em outubro é de 130,8 milímetros (mm). Mas, nos seis primeiros dias do mês, choveu bem menos do que em igual período do ano passado, 0,4 mm ante 53,6 mm.

Primeira cota do volume morto da Cantareira deve secar em 56 dias

A saída para evitar o racionamento tem sido o uso da primeira cota da reserva técnica, chamado de volume morto, a água que é retirada por bombeamento e que fica abaixo do nível de captação por gravidade. Essa estratégia em operação desde 16 de maio último, quando a reserva útil tinha baixado para 8,2%, deve se esgotar no próximo dia 21 de novembro.

Em razão disso, a Sabesp solicitou autorização para recorrer à segunda cota da reserva técnica. Mas, para avaliar essa liberação, a Agência Nacional de Águas (ANA) exigiu a apresentação de um plano contendo as ações a serem seguidas até abril do próximo ano. O prazo para a apresentação do documento termina hoje (6). A Sabesp informou que não iria se pronunciar a respeito. Procurada pela Agência Brasil, a ANA não confirmou o recebimento do plano.

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