Manifestantes simulam cortejo fúnebre em ato pela legalização do aborto no País

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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De acordo com a PM, cerca de cem pessoas estiveram em ato que homenageou jovem morta em clínica clandestina no Rio

No dia em que o corpo de Jandira Magdalena dos Santos foi enterrado no Rio de Janeiro, neste domingo (28), cerca de uma centena de manifestantes pararam a Avenida Paulista, em São Paulo, para homenageá-la e exigir a legalização do aborto. Um cortejo fúnebre foi simulado pelos presentes, em sua maioria mulheres.

Gabriela Bilo/Futura Press
Manifestantes pró-aborto fazem cortejo fictício para homenagear mortas em clínicas clandestinas

Jandira, 27 anos, é a jovem cujo corpo só foi identificado como dela nesta semana, após a divulgação do resultado de um exame de DNA. Ela foi encontrada carbonizada dias depois de desaparecer, sem a arcada dentária ou impressões digitais que poderiam ajudar na investigação, segundo a qual foi morta após um procedimento de aborto ter dado errado em uma clínica clandestina no Rio de Janeiro.

O protesto contou com intervenções artísticas para simbolizar o sofrimento das mulheres devido à proibição no País do aborto, que só é permitido em casos de estupro ou quando há risco de vida à mãe ou ao bebê.

"Nós, feministas autônomas e organizações feministas, convidamos todas as mulheres a participarem do 'Cortejo da mulher morta em aborto clandestino', onde velaremos o corpo que representa todas as clandestinas que abortaram e morreram, desapareceram, foram maltratadas, extorquidas e julgadas", diz o convite ao protesto convocado pelo Facebook, no qual foi solicitado a todas para comparecerem de preto, em sinal de luto. "Lutar pela legalização do aborto é lutar pela saúde da mulher".

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