"Churrascão da gente diferenciada" leva apenas 100 pessoas a bairro nobre de SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Alguns com adesivo de Dilma, participantes se reuniram atrás de museu badalado que foi alvo de reclamação de moradores

A página do evento no Facebook parecia antecipar algo gigantesco para balançar as ruas do Jardim Europa, um dos mais abastados bairros da capital paulista. No entanto, das 10 mil pessoas que confirmaram presença para a segunda edição do "Churrascão da gente diferenciada" apenas 100 compareceram ao trecho entre as ruas Bucareste e Luxemburgo que fica atrás do Museu da Imagem e do Som (MIS), neste sábado (27). Algumas delas já abraçando a proximidade das eleições, exibindo adesivos pela reeleição de Dilma Roussef à Presidência da República.

Filipe Mota/Futura Press
Manifestantes cantam em protesto contra moradores que reclamam de movimentação no MIS

O motivo para o protesto foi fazer barulho contra um abaixo-assinado feito por moradores que reclamavam da grande movimentação na vizinhança com as exposições do badalado museu – a mais recente, do extinto programa "Castelo Rá-Tim-Bum", da TV Cultura, chega a formar filas de mais de três horas na entrada do local, além de levar a uma grande movimentação de carros que engrossam o trânsito. 

"Esse é um ato de repúdio ao abaixo assinado feito pelos moradores do Jardim Europa contra as exposições e eventos no MIS", dizia o convite ao evento na rede social. "Leve cadeiras, caixa de som, farofa, o pandeiro, o bloco de carnaval, a água, a cerveja, sua bicicleta e seu amor à cidade de São Paulo."

Pacífico, o ato foi uma espécie de reedição do original "Churrascão da Gente Diferenciada", realizado em maio de 2011, em frente ao luxuoso shopping Pátio Higienópolis. Na ocasião, cerca de 300 manifestantes protestaram contra a desistência do governo paulista de construir uma estação de metrô na Avenida Angélica, que faz cruza com boa parte das ruas de Higienópolis.

O nome do evento foi inspirado em uma declaração na ocasião de uma moradora do bairro ao jornal Folha de S. Paulo, na qual afirmou que o transporte público acabaria com a tradição da região, pois atrairia para ela "drogados, mendigos, uma gente diferenciada".

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