Jovem cria projeto para plantar orquídeas nas margens dos rios Pinheiros e Tietê

Por Beatriz Atihe - iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Marconi quer plantar mil flores à beira dos rios da capital; projeto precisa arrecadar R$ 22.370 até dia 12 de outubro

Estudando orquídeas há 10 anos, Alessandro Marconi, 30 anos, descobriu que as margens dos rios Pinheiros e Tietê já estiveram floridas com a espécie Cattleya Loddigesii, que era nativa à beira desses rios. A partir dessa descoberta, o orquidólogo começou a pensar em uma maneira de reinserir as flores naquela paisagem e com isso, surgiu o projeto Mil Orquídeas Marginais.

Leia também:
Pinheiros e Tietê poderiam ser fonte de água para São Paulo, dizem especialistas
Um bravo explorador dos rios poluídos de São Paulo

Alessandro Marconi e Caolina Sciotti querem plantar mil orquídeas nas margens dos rios Pinheiros e Tietê. Foto: Reprodução/FacebookAlessandro Marconi estuda orquídeas há 10 anos. Foto: DivulgaçãoProjeto precisa arrecadar R$ 22.370 até dia 12 de outubro. Foto: DivulgaçãoSe os jovens conseguirem o financiamento coletivo, ideia é realizar a plantação em mutirões. Foto: DivulgaçãoPesquisador quer plantar uma espécie nativa de São Paulo nos pedaços de mata ciliar que ainda existem nas margens dos rios. Foto: DivulgaçãoMarconi quer estudar o agente polinizador da espécie. "Acredito ser uma abelha não muito encontrada", afirma. Foto: Reprodução/FacebookProjeto Mil Orquídeas Marginais. Foto: Divulgação

“O projeto tem como maior intenção plantar orquídeas nos pedaços de mata ciliar que ainda existem na região”, diz o orquidólogo. Se o projeto conseguir o financiamento e sair do papel, a meta será acompanhar periodicamente e ver se as mudas enraizaram, além de acompanhar a floração que acontece no mês de julho. “Seria fantástico poder fazer esse repovoamento na mata ciliar e poder permitir que as pessoas conheçam mais os rios que existem na cidade”, afirma.

Com a namorada, Carolina Sciotti, Marconi quer plantar mil mudas da espécie em árvores à beira dos rios. “A ideia é fazer com que a espécie se reproduza espontaneamente e o primeiro passo é realizar a plantação na região nativa da flor”.

Além disso, o orquidólogo espera realizar estudos do agente polinizador da espécie. “Pelas pesquisas, eu acredito que seja uma abelha não muito encontrada, mas com o projeto conseguiria fazer uma melhor identificação”.

Mais: Rio Tietê deve ser despoluído até 2025, diz Sabesp

Para que o projeto seja realizado, os jovens, que não têm patrocínio, buscam recursos por meio do financiamento coletivo. “Precisamos atingir pelo menos R$ 22.370 para colocar o projeto em prática. Temos até dia 12 de outubro para chegar a este valor”, conta Marconi.

Ao contribuir com o projeto, as pessoas recebem recompensas estipuladas a partir dos valores doados. De R$ 15 até 29, a pessoa recebe o feed de informações do projeto com fotos do plantio. De R$ 30 até R$ 49, o presente pela doação é o acompanhamento do plantio das orquídeas que acontecerão em mutirões feitos de bicicletas. De R$ 100 até R$ 999, o presente passa ser uma muda de orquídea, além das outras recompensas. E quem doar acima de R$ 1.000, ganha, além de tudo, uma consultoria para aprender a plantar e cultivar orquídeas.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas