Após relativa tranquilidade, caos volta a se instalar no Centro de São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Importantes vias da capital acabaram bloqueadas, enquanto pedras e bombas de efeito moral e de gás cruzavam as ruas

Horas depois de um confronto ocorrido devido à reintegração de posse do Hotel Aquarius, que estava ocupado pelo grupo sem-teto Frente de Luta pela Moradia (FLM), o caos voltou a se instaurar na região central de São Paulo, no final da tarde desta terça-feira (16).

Veja rastro de destruição após reintegração de posse no Centro:

Até as 16h a situação estava relativamente tranquila. O conflito, iniciado pela manhã, parecia encerrado. No entanto, no final da tarde, manifestantes começaram a atear fogo em lixeiras e a promover quebra-quebra no Largo do Paissandu, obrigando a PM a agir.

De um lado pedras voavam em direção aos policiais; do outro, agentes jogavam bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo em direção aos manifestantes, recomeçando os conflitos. Lojistas de toda a região foram obrigados a baixar suas portas. 

O cenário voltou a se assemelhar ao de uma guerra, a exemplo do que ocorrera horas antes. Nas proximidades do Teatro Municipal, manifestantes colocaram camisetas nos rostos, escondendo suas identidades, e passaram a destruir vitrines de lojas, lixeiras e dezenas de orelhões. Alguns aproveitaram também para cometer saques.

Pelas principais ruas do Centro, a Tropa de Choque da PM formou cordões com seus homens e partiu em marcha ostensiva, com os agentes usando escudos para se proteger. As vias entre o Largo do Paissandu e a Avenida Ipiranga foram bloqueadas por pequenos focos de incêndio pelos manifestantes, em um momento em que trabalhadores da região, uma das de maior concentração de escritórios da capital paulista, deixavam seus serviços. 

Veja fotos da reintegração de posse:


PM e sem-teto se enfrentam durante reintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura PressPM e sem-teto se enfrentam em SP. Foto: Futura Press
PM e sem-teto se enfrentam durante reintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura Press
PM e sem-teto se enfrentam durante reintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura Press
PM e sem-teto se enfrentam durante reintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura Press
PM e sem-teto se enfrentam durante reintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura PressReintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura PressReintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura PressReintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura PressReintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura PressReintegração no centro de São Paulo. Foto: Futura Press

No meio da tarde, a PM afirmou ter apreendido no edifício 12 coqueteis molotov - bombas de fabricação caseira - que seriam de moradores. O comando da corporação afirmou não saber a motivação para o reinício dos conflitos, nem se os responsáveis são os mesmos que agiram anteriormente.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a Avenida São João precisou ter seu trânsito bloqueado para facilitar o trabalho de aproximadamente 15 caminhões que serviam para a retirada de móveis dos moradores do edifício desocupado. Com os conflitos, precisaram ser escoltados por policiais.

A reintegração de posse do edifício de 20 andares começou no início da manhã, dez dias após ter sido anunciada a seus ocupantes. Em diversos locais houve tumulto, inclusive com saque a lojas e com um ônibus e uma cabine de fiscais da SPTrans incendiados.

Segundo o comandante da operação, Glauco Silva, dois policiais feridos e uma grávida foram encaminhados para a Santa Casa de Misericórdia, no bairro da Santa Cecília. Ao todo, mais de 80 pessoas foram levadas para averiguação na 3ª Delegacia de Polícia da região central paulistana.

Destas, três permaneceram detidas - uma mulher, por ter ateado fogo em um ônibus, e dois homens, que teriam roubado aproximadamente 40 celulares de uma loja de departamentos durante a confusão gerada pela negativa de ceder à reintegração.

A PM ainda não divulgou um balanço dos conflitos iniciados no final da tarde.

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