Com apoio de políticos, MTST retoma protestos e reúne cerca de 3 mil em SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Personalidades como o senador Eduardo Suplicy (PT) e Luciana Genro (candidata à presidência pelo Psol) discursaram no ato

Principal representante dos protestos de rua realizados em 2014, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto voltou a promover ato na capital paulista, nesta quarta-feira (20), três semanas depois de sua mais recente manifestação na cidade. A poucos meses das eleições, desta vez, no entanto, a manifestação contou com a presença e o discurso de diversos políticos, alguns deles candidatos a cargos públicos federais e estaduais.

Facebook/Reprodução
Integrantes do movimento que protagonizou protestos em 2014 marcham em direção ao MP

De acordo com a Polícia Militar, aproximadamente três mil pessoas participaram do ato, iniciado no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e encerrado em frente ao Ministério Público do Estado, na região central paulistana. Para o movimento, ao menos 12 mil estiveram presentes.

Anunciado na segunda (18) como "Ato-Debate em Solidariedade ao MTST e à luta por moradia", o protesto foi iniciado no final da tarde desta quarta-feira com apoio de personalidades dos movimentos sociais como o Padre Júlio Lancelotti. Mas a presença mais marcante foi a de políticos de partidos de esquerda como o PT - representado pelo senador Eduardo Suplicy e pelos deputados estaduais Renato Simões e Adriano Diogo, todos eles candidatos, além da vereadora Juliana Cardoso - e Psol, detacado pela candidata à presidência da República, Luciana Genro. Eles discursaram no vão livre do Masp.

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Segundo o movimento, o objetivo do ato foi discutir a criminalização de movimetos de moradia como o MTST com apoio de personalidades dos campos "juridício, acadêmico, religioso e político". Em discurso, o ex-procurador-geral do Estado de São Paulo Márcio Sotelo Felippe acusou os governos de tratarem o povo "como supérfluo". Juízes e associações também participaram do ato, responsável por fechar pistas da Avenida Paulista.

Após o ato na via, integrantes do movimento se dirigiram ao Ministério Público, onde pretendiam "protocolar denúncias sobre as empreiteiras e relações incestuosas entre construtoras e políticos paulistas". Entre elas, terrenos de ocupação como Portal do Povo, no nobre bairro do Morumbi, onde ocorreu reintegração de posse no final de julho, após mais de um mês do grupo no local.

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