Policiais envolvidos na morte de pichadores têm prisão temporária decretada

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Alex Dalla Vecchia e Ailton dos Santos foram mortos por PMs após invadirem prédio na zona leste de SP, no dia 1º de agosto

A Justiça Militar de São Paulo decretou, nesta quinta-feira (7), a prisão temporária dos quatro policiais militares envolvidos na morte de dois pichadores na semana passada, em um prédio no bairro da Mooca, zona leste da capital paulista.

Facebook/Reprodução
Alex Dalla Vecchia Costa, um dos mortos, em foto postada em sua página pessoal no Facebook

Os policiais estavam recolhidos nos últimos dias na Corregedoria da PM, procedimento comum na corporação quando algum de seus homens é investigado por um crime. São eles: um 1º tenente de 28 anos, há sete e meio na polícia; um 1º sargento de 45 anos, com 27 de serviço; um cabo de 45 anos, há 20 na corporação; e outro cabo, de 38 anos, há 13 como PM. Eles, que podem ser expulsos da corporação, já tinham no currículo outras duas mortes, também investigadas pela Corregedoria. 

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Pichadores são mortos por PMs durante invasão a prédio na zona leste de SP

Conhecidos pichadores da cidade de Santo André, no ABC paulista, Alex Dalla Vecchia Costa, 32 anos, e Ailton dos Santos, 33 anos, foram mortos pelos policiais na noite do último dia 1º de agosto, após invadirem um condomínio na Avenida Paes de Barros. Segundo o Boletim de Ocorrência do caso, eles estariam armados e teriam trocado tiros com os policiais, motivo pelo qual teriam sido mortos.  

No dia do ocorrido, a página de Alex no Facebook, repleta de fotos nas quais ele mostrava suas principais pichações, foi invadida por uma série de mensagens de amigos lamentando sua morte. Sua prima Karen Dalla chamou o caso de injustiça, afirmando que Alex "nunca teve uma arma". "Era um homem que saía todo dia pra trabalhar em busca do sustento dos filhos, da mulher e da família e que, apesar de pichar, sempre foi um homem de bem", escreveu.

Nesta quinta-feira (7), amigos e parentes das duas vítimas, entre eles muitos pichadores, fizeram uma grande manifestação na Avenida Paulista contra a ação que levou às suas mortes. 

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