MPF considera insatisfatória resposta do governo paulista sobre racionamento

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Ministério Público Federal recomendou na semana passada início imediato do racionamento para regiões do Cantareira

Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) disse, nesta quarta-feira (6), que a resposta dada pelo governo do Estado de São Paulo e pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) sobre a necessidade de racionamento de água na região é “incompleta e insatisfatória”.

Vagner Campos / Divulgação
Alckmin dá início à captação de água do volume morto do Sistema Cantareira, em maio

No último dia 28 de julho, o MPF recomendou o imediato início do racionamento nas regiões abastecidas pelo Sistema Cantareira e pediu que o governo e a Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) apresentassem projetos para colocá-lo em prática. Na segunda-feira (4), o Palácio dos Bandeirantes e a concessionária informaram ao MPF que não haverá racionamento porque “todas as medidas possíveis e adequadas estão sendo adotadas” para solucionar a crise hídrica.

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“Para os procuradores que atuam no caso, entretanto, a resposta é incompleta e insatisfatória, já que não está subsidiada por documentos que sustentem a argumentação. Na tarde de hoje (quarta), em reunião da qual participaram representantes do governo estadual e da Sabesp, o Ministério Público estipulou o dia 14 deste mês como data limite para apresentação dos dcumentos pelos órgãos responsáveis”, informa nota do MPF.

A recomendação do MPF é baseada em estudo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo o qual as reservas hídricas do Sistema Cantareira podem secar totalmente em menos de 100 dias.

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