Pedido de liberdade já havia sido apresentado na época da prisão, mas falta de pagamento de fiança foi obstáculo

Agência Brasil

A Defensoria Pública de São Paulo informou, nesta quarta-feira (23), que a Justiça concedeu liberdade provisória a um manifestante que estava preso desde o dia 12 de junho sob a acusação de danificar uma placa de trânsito durante um ato contra a Copa do Mundo na capital paulista. O órgão não divulgou seu nome com o objetivo de preservá-lo.

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Segundo a defensoria, o pedido de liberdade provisória foi apresentado na época do ocorrido, mas a Justiça condicionou a soltura do acusado ao pagamento de uma fiança. Como o manifestante não tinha condições econômicas de pagar o valor fixado (de dois salários mínimos), a Defensoria Pública fez um novo pedido, desta vez acolhido pela Justiça, para que ele fosse dispensado do valor. O manifestante ficará em liberdade até o julgamento do caso.

A Defensoria Pública informou que também está atuando na defesa dos manifestantes Rafael Marques Lusvarghi, preso no dia 19 de junho sob acusação de associação criminosa, resistência e porte de artefato explosivo ou incendiário; e de João Antônio Alves de Roza, encarcerado no dia 1º de julho devido a um mandado de prisão temporária para investigação de crimes de associação criminosa e dano.

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No primeiro caso, a defensoria pediu relaxamento de prisão ou concessão de liberdade provisória - negado pela Justiça. Assim, ela impetrou um habeas corpus que está sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No segundo caso, a defensoria impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido liminarmente.

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