Suspeita de dois crimes, Ieda Cristina Martins disse que também é inocente da morte do ex-marido, em 2005, no Rio de Janeiro

Advogada negou que tenha participação nos dois crimes em que é suspeita
Reproduçao TV Globo
Advogada negou que tenha participação nos dois crimes em que é suspeita

A advogada Ieda Cristina Martins disse que não participou da morte e esquartejamento do zelador Jezi de Souza, em maio, no prédio onde moravam na Casa Verde, zona norte de São Paulo. O marido dela, o publicitário Eduardo Martins, já confessou que matou o zelador. Os dois estão presos.

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que foi transmitido neste domingo (13), a advogada também negou que tenha envolvimento com a morte do ex-marido, o empresário José Jair Farias, em 2005, no Rio de Janeiro, em que também é suspeita.

“Eu sou inocente, eu sou inocente. Mas provar a minha verdade eu não sei se eu vou conseguir.”

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Ela disse que o marido e o zelador brigavam muito. “Mas, assim, eu jamais podia imaginar que ele fosse matar o zelador”, afirmou.

O caso

O crime aconteceu no dia 30 de maio. As imagens de segurança do condomínio onde ele trabalhava mostram que, por volta das 15h30 deste dia, o zelador desceu em um dos andares para entregar cartas, mas não retornou nem pelo elevador nem pelas escadas.

As câmeras internas do prédio mostram que, por volta das 17h, o publicitário Eduardo Martins, e a esposa arrastaram uma mala e um saco grande até um veículo Logan preto. Questionado pela polícia, o morador admitiu não ter uma boa relação com o zelador, mas negou que tenha acontecido algo de errado entre eles naquele dia.

Os policiais vasculharam o apartamento do casal e encontraram mala e sacos similares aos exibidos pela gravação do prédio. Mas verificaram que dentro deles havia roupas e tênis. Depois, desceram com a mulher até o estacionamento e verificaram que dentro do automóvel do casal estava uma mala parecida com as da filmagem, mas dentro delas também só tinham roupas.

Indagados pelos policiais, os dois moradores contaram que tinham ido levar as roupas para uma igreja, mas retornaram porque ela estava fechada no dia. Os policiais informaram que não visualizaram nenhum sinal de violência no apartamento do casal ou no veículo.

Dois dias depois, Martins foi preso em flagrante enquanto tentava queimar os pedaços do corpo do zelador na churrasqueira de sua casa na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. Ele confessou o esquartejamento, mas disse aos policiais que a morte do zelador foi acidental e aconteceu durante um discussão entre os dois. Em seu depoimento, Martins disse que Lopes teria caído e batido a cabeça no batente da porta.

Ele afirmou ainda que a sua mulher não teve participação na crime. Ieda chegou a ficar presa, mas após ser inocentada pelo marido, foi libertada. Ela foi presa dias depois por determinação da Justiça do Rio de Janeiro suspeita de matar o ex-marido. O caso foi arquivado sem ser solucionado.

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