Justiça condena skinheads por tentativa de homicídio em SP

Por iG São Paulo |

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Réus foram condenados em regime fechado a penas que variam entre 16 e 21 anos; crimes aconteceram em fevereiro de 2011

Três skinheads foram condenados por tentativa de homicídio e lesão corporal praticado contra quatro integrantes do grupo rival Arnacopunks, em fevereiro de 2011. O julgamento aconteceu na noite desta quinta-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Relembre o caso: Skinheads invadem festa punk e ferem cinco em São Paulo

Jorge Gonzalez  foi condenado a 16 anos e três meses de reclusão por duas tentativa de homicídio e a quatro meses de reclusão por lesão corporal leve; Milton Gonçalves do Nascimento foi condenado a 18 anos e três meses de reclusão por duas tentativas de homicídio e quatro meses de detenção por lesão corporal de natureza leve; e Rogério Moreira recebeu a pena de 21 anos e cinco meses de reclusão por duas tentativas de homicídio qualificado, lesão corporal de natureza grave, bem como a cinco meses de detenção por lesão corporal leve.

Segundo a sentença do juiz Fernando Oliveira Camargo, as vítimas dos skinheads estão atemorizadas, o que torna inadequado manter os acusados em liberdade. “Trata-se de crime de ódio que justifica ainda mais a segregação cautelar dos acusados”, disse o juiz.

Todos foram condenados por formação de quadrilha armada e absolvidos do crime de corrupção de menores. Os réus cumprirão a pena em regime inicial fechado.

Caso

Os crimes aconteceram em fevereiro de 2011, em um ato em repúdio à homofobia e ao racismo. O ato era também uma homenagem ao homossexual Edson Neris da Silva, espancado até a morte na Praça da República há 14 anos.

A organização não governamental Casarão Brasil, voltada à defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) acompanha o caso e descreve que uma das vítimas foi ferida de forma profunda no braço, outra foi esfaqueada no abdômen e uma terceira foi esfaqueada na cabeça. Os agressores gritavam que iam arrancar a perna de uma das vítimas, em referência à prótese usada por ela, por ser deficiente físico.

*Com informações da Agência Brasil


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