Polícia investiga 24 por depredações; penas podem chegar a 8 anos de prisão

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Polícia Civil convidou 22 integrantes do MPL a serem ouvidos sobre os atos; 2 black blocs são investigados por vandalismo

A Polícia Civil do Estado de São Paulo está investigando 22 integrantes do Movimento Passe Livre sobre as depredações ocorridas durante a manifestação na capital paulista na última quinta-feira (19). Elas foram convidadas a prestar depoimento nesta segunda (23) - o que pode ser recusado pelos militantes, pois ainda não existe acusação formal contra elas (intimação). As informações são da Secretária de Segurança Pública.

Veja fotos do ato da última quinta-feira do MPL:

Ato do MPL dispersa e mascarados invadem e quebram loja de carros de luxo em São Paulo. Foto: André Lucas Almeida/Futura PressManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloCentenas de manifestantes marcham em direção à av. Rebouças em protesto do MPL. Foto: Facebook MPLMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressMPL reúne centenas em protesto que marca um ano da redução de tarifas em SP. Foto: Facebook MPLMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

Caso os investigados tenham comprovada sua participação nas depredações, eles podem ser julgados criminalmente no artigo 288 do Código Penal por "dano ao patrimônio" e "constituição de milícia privada", cuja pena vai de 4 a 8 anos de prisão, sem direito a fiança.

Além dos 22 ativistas, duas pessoas adeptas da tática black bloc, caracterizada pela depredação de símbolos do capitalismo e enfrentamento a PMs, também estão sob investigação. Um deles por ter depredado o Metrô Carrão, na zona leste paulistana, no dia da abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho. O outro, pela participação no quebra-quebra a uma concessionária de veículos de luxo na região dos Jardins, cujo prejuízo é calculado em R$ 3 milhões. Ambos foram identificados em imagens de vídeo às quais a Polícia Civil teve acesso, mas não tiveram seus nomes divulgados.

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Por enquanto, os investigados do MPL devem apenas prestar depoimento para esclarecer onde estavam exatamente durante o protesto da semana passada. Diferente dos black blocs, eles ainda não são suspeitos pelos crimes, só foram convidados para ajudar a esclarecê-los.

O protesto da última quinta (19) tinha como bandeira celebrar um ano da revogação do aumento da tarifa do transporte público no Estado. Iniciado de forma pacífica, na região da Avenida Paulista, ele caminhou com cerca de 1.500 pessoas até a Marginal Pinheiros, onde alguns manifestantes quebraram vidros de agências bancárias e invadiram uma concessionária, avariando 12 veículos.

A Secretária de Segurança Pública não forneceu mais informações sobre a investigação, pois o inquérito corre sob sigilo.

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