Valor de carros de luxo depredados em ato do MPL pode chegar a R$ 3 milhões

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Modelos destruídos têm valores que variam entre R$ 67.700 e R$ 599.900; empresária diz que processará o Estado

O prejuízo causado pela depredação de dez carros de luxo em uma concessionária da marginal Pinheiros (zona oeste de SP), que foi invadida por manifestantes mascarados na noite desta quinta-feira (19) pode chegar a R$ 3 milhões se considerar o valor de revenda dos modelos zero quilometro. A empresária Mariana Caltabiano, uma das proprietárias da loja, afirmou por e-mail ao iG que acionará judicialmente o Estado com pedido de ressarcimento pelo prejuízo, já que a PM não agiu para evitar os atos de vandalismo.  

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Ato do MPL dispersa e mascarados invadem e quebram loja de carros de luxo em São Paulo. Foto: André Lucas Almeida/Futura PressManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloCentenas de manifestantes marcham em direção à av. Rebouças em protesto do MPL. Foto: Facebook MPLMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressMPL reúne centenas em protesto que marca um ano da redução de tarifas em SP. Foto: Facebook MPLMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

O quebra-quebra foi causado por mascarados durante atoconvocado pelo Movimento Passe Livre para celebrar as manifestações de junho do ano passado, que terminaram com a revogação dos aumentos das tarifas do transporte público em diversas cidades do país, em junho do ano passado.

Os valores de revenda dos carros variam entre R$ 67.700, no caso do Smart Coupê, e R$ 599.900, preço do Mercedez-Benz CLS 63 AMG. Ao todo foram destruídos dois veículos Smart e oito modelos Mercedez-Benz.

Além dos carros, os vidros das concessionária também foram destruídos com pedras pedaços de madeira, restos de obra e extintores de incêndio. Outras duas lojas da mesma rede foram danificadas, mas apenas os vidros da fachada foram quebrados. De acordo com a empresa, o seguro já foi acionado.

Os manifestantes também destruíram as fachadas de quatro agências bancárias na avenida Rebouças. 

A perícia chegou hoje (20), por volta das 8h45, na concessionária para avaliar os danos causados nos dez veículos depredados. 

Desabafo

Após o ato, Mariana Caltabiano, uma das donas da concessionária destruída usou a página pessoal do Facebook para desabafar.

"Destruíram uma das nossas lojas na manifestação de hoje. A gente dá emprego pra um monte de gente, não xinga a presidente, faz tudo certinho e é isso que recebe em troca. O pior é que a minha mãe tinha acabado de cuidar da reforma dessa loja pessoalmente e estava bem feliz. Ainda assim vamos seguir em frente. Chega uma hora na vida que mais nada te derruba". 

Por volta das 10h40 de hoje, a mensagem tinha sido curtida por 872 pessoas, comentada por 274 e compartilhada 77 vezes. A maior parte dos comentários era de solidariedade a dona da loja.

Pedido do MPL

O coronel do Comando de Policiamento da Capital, Leonardo Torres Ribeiro, disse ter recebido, antes do protesto, uma carta do MPL pedindo que a PM mantivesse distância dos manifestantes durante a caminhada. Ribeiro informou que o pedido citava o ato do Comitê Popular da Copa no dia 15 de maio, que transcorria sem conflitos, quando provocações geradas pela proximidade da PM e manifestantes deflagrou uma brutal repressão ao protesto. A Polícia Militar decidiu respeitar a solicitação do MPL e levou um efetivo preparado para acompanhar o protesto a distância.

Segundo o coronel, porém, depois da queima simbólica das catracas de papelão, alguns participantes dispersaram e partiram para a depredação. “Não fomos ingênuos, porque a experiência que temos com manifestantes tem demonstrado resultados obtidos e a contenção desses eventos. A demora foi no deslocamento do nosso efetivo que estava nas proximidades de lá, se é que se pode considerar isso demora”, disse Torres. “Sempre houve depredações em todas as manifestações, com a presença próxima ou não. Se fizer uma retrospectiva, mesmo com a presença física próxima [da polícia], a intenção desses manifestantes foi sempre depredar”, acrescentou.

*Com informações da Agência Brasil


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