Um operário morreu e dois ficaram feridos depois que viga de 90 toneladas caiu na avenida Washington Luis, no último dia 9

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo interditou nesta segunda-feira (16) todas as operações de içamento e fixação de vigas nas obra da linha 17-Ouro do monotrilho. Um operário morreu e dois ficaram feridos após uma viga de 90 toneladas cair na avenida Washington Luis, próximo ao aeroporto de Congonhas, na zona sul, no último dia 9.

Segundo Luiz Antônio de Medeiros, superintendente do órgão, que representa o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em São Paulo, as operações foram supensas porque a forma como as vigas são acopladas não são seguras.

"Passamos três dias 'in loco' com os técnicos do IPT [Institutos de Pesquisas Tecnológicas} para verificar o que podia ser feito e concluímos que a forma como as vigas são içadas não é segura. Elas não são acopladas em outras peças de cimento e sim em um pino, que oscila de um lado para outro, o que pode fazer ela virar. Isso põe em risco a vida das pessoas", disse.

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Ainda de acordo com Medeiro, os técnicos do IPT continuam no local para analisar se foi essa forma de fixação a causa da queda da viga que matou um operário no dia 9.

Para voltar a operar, o Consórcio Monotrilho Integração, responsável pela obra tem que revisar os procedimentos de içamento, lançamento, colocação e sustentação das vigas e pilares; detalhar os procedimentos; capacitar trabalhadores e produzir relatórios técnicos que garantam a segurança dos procedimentos.

Segundo Medeiros, o consórcio tem até sexta-feira, dia 20, para assinar um termo de ajuste com o Ministério do Trabalho. "A empresa tem que apresentar outra forma de fazer a fixação das vigas. Se não assinar [o termo, essa parte da], obra continua parada", afirma Medeiros. Outras operações continuam em funcionamento. 

O Metrô informou que irá cobrar do consórcio responsável pela execução da obra o cumprimento dos termos estabelecidos. "As atividades de lançamento de vigas foram paralisadas imediatamente após o acidente, como forma de garantir agilidade e transparência no processo de apuração das causas do acidente e a segurança na continuação da obra", informou em nota.

Também por meio de nota, o Consórcio Monotrilho Integração informou que já está cumprindo a determinação da Superintendência Regional do Trabalho e que as atividades de lançamento e ajustes de vigas foram paralisadas após o acidente. "O Consórcio reafirma que segue todas as normas de segurança vigentes e que se preocupa permanentemente com o aprimoramento de boas práticas que corroborem com o princípio de segurança dos seus colaboradores.”​ ​


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