Polícia realiza reconstituição da morte do zelador em São Paulo

Por iG São Paulo |

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Publicitário alega que zelador teria morrido após bater a cabeça na porta no momento em que os dois brigavam

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (11) a reconstituição da morte do zelador Jezi Lopes, no apartamento do publicitário Eduardo Martins, na Casa Verde, na zona norte de São Paulo. O publicitário, que confessou ter sido o autor do crime, e a mulher dele, Ieda Cristina Martins, participam da reconstituição.

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O publicitário, que confessou ter sido o autor do crime, participou da reconstituição feita no litoral paulista nesta segunda (16). Foto: Futura PressPublicitário Eduardo Martins, que confessou ter esquartejado o zelador, participa da reconstituição do crime. Foto: Futura PressAdvogada Ieda Cristina Martins, suspeita de participar do crime, participa da reconstituição nesta quarta-feira (11). Foto: Futura PressPolícia realiza reconstituição da morte do zelador na zona norte de SP. Foto: Futura PressPublicitário teria dito aos policiais que matou o zelador, colocou o corpo em uma mala e fugiu para Praia Grande, no litoral paulista. Foto: Futura PressPoliciais realizam perícia no apartamento do casal Eduardo Tadeu Pinto Martins e Ieda Cristina Martins, suspeitos da morte do zelador Jezi Lopes de Souza. Foto: Nivaldo Lima/Futura PressZelador foi visto pela última vez indo entregar cartas em um andar no condomínio onde trabalhava na tarde de sexta-feira (30). Foto: Reprodução/TV GloboPrédio na rua Zanzibar, no bairro Casa Verde, onde zelador desapareceu. Foto: André Lucas Almeida/Futura PressPrédio na rua Zanzibar, no bairro Casa Verde, onde zelador desapareceu. Foto: Google Maps

Martins diz que esquartejou o corpo de Lopes, mas alega que a morte foi acidental após uma briga entre os dois. O publicitário foi preso em sua casa na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo, no último dia 2, quando queimava partes do corpo de Lopes na churrasqueira.

À polícia, Martins disse que o zelador bateu a cabeça no batente da porta durante uma discussão na porta do apartamento do publicitário. No entando, segundo os peritos responsáveis pela análise do corpo da vítima, Souza não teve traumatismo craniano, ou seja, a morte não ocorreu da forma como narrada pelo suspeito. Martins, 47 anos, alega que o zelador teria morrido após bater a cabeça no batente de uma porta no momento em que os dois brigavam.

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Ieda chegou a ser presa pelo crime, mas foi solta dias depois. Martins disse que ela não teve participação no crime. No entanto, foi presa novamente na última segunda-feira pela suspeita de participar da morte do ex-marido José Jair, que morreu em 2005, no Rio de Janeiro.

A prisão temporária foi decretada no último sábado (7) pelo juiz José Nilo Ferreira, que entendeu que liberdade para qualquer dos dois viria acarretar manifesto prejuízo para a instrução criminal e possível aplicação da Lei.

“Observa-se que, pela simples leitura dos autos e da representação, a autoridade policial está concretamente desempenhando seu papel com afinco, daí porque a pretensão merece ser acolhida no sentido de que efetivamente o trabalho da autoridade policial possa ser ultimado e por fim ultimada também a prestação jurisdicional, seja qual for o resultado, condenando-se ou absolvendo-se”, afirmou o magistrado.

Desaparecimento

As imagens de segurança do condomínio mostram que, por volta das 15h30 da última sexta-feira (30), o zelador desceu em um dos andares para entregar cartas, mas não retornou nem pelo elevador nem pelas escadas.

Ainda segundo o registro policial, uma moradora do 11º andar disse ter ouvido uma discussão em um apartamento do mesmo andar, cujo morador, segundo ela, não teria um bom relacionamento com o zelador.

As câmeras internas do prédio mostram que, por volta das 17h, esse morador do 11º andar e a esposa arrastaram uma mala e um saco grande até um veículo Logan preto. Questionado pela polícia, o morador admitiu não ter uma boa relação com o zelador, mas negou que tenha acontecido algo de errado entre eles naquele dia.

Os policiais vasculharam o apartamento do casal e encontraram mala e sacos similares aos exibidos pela gravação do prédio. Mas verificaram que dentro deles havia roupas e tênis. Depois, desceram com a mulher até o estacionamento e verificaram que dentro do automóvel do casal estava uma mala parecida com as da filmagem, mas dentro delas também só tinham roupas.

Indagados pelos policiais, os dois moradores contaram que tinham ido levar as roupas para uma igreja, mas retornaram porque ela estava fechada no dia. Os policiais informaram na delegaia que não visualizaram nenhum sinal de violência no apartamento do casal ou no veículo.

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