Paralisação da categoria é uma forma de pressionar o governo a readmitir 42 funcionários demitidos durante greve

Os metroviários de São Paulo vão realizar uma nova assembleia nesta quarta-feira (11), às 18h30, para decidir se voltam a cruzar os braços no dia da abertura da Copa do Mundo (12). A categoria suspendeu uma greve parcial de cinco dias na última segunda-feira (9), após 42 metroviários serem demitidos por justa causa. 

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A categoria considera as demissões injustas e políticas e vão pressionar o governo a revogá-las. Segundo o governo do Estado, os demitidos foram identificados como alguns dos responsáveis por dano ao patrimônio do Metrô durante ações do grevistas e confrontos com a polícia. 

Os metroviários, que reivindicavam aumento de 35,47%, cruzaram os braços na última quinta-feira (5). O governo estadual ofereceu 7,8%. Após audiências entre as partes, a Justiça entendeu que a greve era abusiva e estabeleceu aumento de 8,7%. O índice não foi aceito pela categoria, que continuou em greve. O presidente do Sindicado dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Junior, disse que a categoria não aceitaria reajuste menor que 10% . Uma multa de R$ 500 mil por dia foi aplicada ao sindicato. 

Confrontos e ato

Entre as ações dos grevistas, estava a de impedir que supervisores, que não aderiram à paralisação operassem os trens. Em duas ocasiões, houve confronto entre grevistas e policiais militares, na estação Ana Rosa (zona sul). Na última delas, na última segunda-feira, 13 manifestantes foram detidos e liberados após verificação. 

Os metroviários, ao lado de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Movimento Passe Livre (MPL), CSP Conlutas, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e entidades estudantis, realizaram ato da estação Ana Rosa até a sede da Secretária dos Transportes Metropolitanos, na região central de São Paulo. A intenção era que uma comissão fosse recebida pelo secretário dos Transportes Jurandir Fernandes, o que não aconteceu. No mesmo dia, uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho, governo e metroviários discutiram a recontratação dos funcionários demitidos e a aceitação do reajuste proposto pela Justiça. A reunião terminou sem acordo. 






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